Vós

menu
Sou do Ceará

11 coisas que você não sabia sobre Pacatuba

Por Rosi Melo
13.mar
2017

Pacatuba é um município da Região Metropolitana de Fortaleza com carinha de interior. Quem mora na cidade acorda todos os dias com o suave canto dos pássaros. Verdade é que a maioria de nós goza de bastante tranquilidade e um sentimento de pertença a esse lugar que parece congelado no tempo. Embora provinciana, Pacatuba guarda histórias e peculiaridades que perpassam o imaginário de todo pacatubano.

1. Que nome estranho, hein?

Impossível falar dessa cidade sem mencionar o significado de seu curioso nome. A palavra Pacatuba tem origem indígena, mais especificamente, provém da língua tupi, através da união dos termos paka (“paca”) e tyba (“ajuntamento”). Paca, inclusive, é um pequeno roedor.

2. Far far away

Quem mora em Fortaleza às vezes se impressiona quando falamos que o trajeto entre Fortaleza e Pacatuba, de ônibus – seja no famoso Fretcar ou no “amarelinho” – dura em média uma hora, uma hora e meia dependendo do trânsito. Mas isso não é nada para quem é pacatubano. Há boatos de que se demora mais para chegar na Messejana.

3. Verde é o que não falta

Pacatuba está entre as dez cidades brasileiras que mais preservam a sua vegetação nativa de Mata Atlântica, segundo a Fundação SOS Mata Atlântica. Traduzindo: essa cidade tem muito mato! Acredite, é um verdadeiro desafio olhar ao redor e não encontrar o verde colorindo as palmeiras ou até mesmo a Serra de Aratanha, que envolve o centro da cidade.

4. Bora fazer trilha?

Aonde você for, sempre vai encontrar alguém que já fez ou pelo menos já ouviu falar da trilha ecológica para a Serra de Aratanha, um dos atrativos turísticos mais conhecidos do município. Todo pacatubano que se preze já cumpriu esse ritual. Existem várias trilhas, porém a que a galera mais curte é a trilha do Boaçu, que dura em média três horas. No fim do percurso, quando se chega ao ponto mais alto da Serra, não existe coisa melhor do que se refrescar na beleza que é a Lagoa do Boaçu.

5. A casa mal assombrada da Baronesa

Pacatuba também tem um lado sombrio. Pelo menos é o que dizem as más línguas sobre a Casa da Baronesa de Aratanha. Localizada na Serra, a propriedade pertenceu ao Barão Antônio Costa e Silva e à Baronesa Maria do Carmo Teófilo e Silva, pais do escritor Juvenal Galeno. Considerada a casa mais antiga da cidade, construída ainda no século XVIII, hoje em dia é habitada apenas por morcegos e preserva a fama de mal assombrada – há quem diga que almas vagam constantemente por lá. Um dos espaços mais intrigantes da moradia é o corredor, onde um buraco no chão dá acesso ao que, dizem, já foi uma senzala, onde dormiam os escravos que trabalhavam nas plantações de café dos barões.

6. Acidente na Serra

Em 8 de junho de 1982, o voo 168 da companhia Vasp chocou-se contra a Serra de Aratanha, em Pacatuba, provocando a morte de 137 pessoas, dentre elas o empresário cearense Edson Queiroz. Pedaços do avião ainda podem ser encontrados em alguns trechos da Serra e muitas histórias são contadas sobre a noite do acidente. Alguns relatam terem visto um grupo de pessoas vestidas de branco descendo a Serra, com velas nas mãos, horas após o impacto.

7. Libertação de escravos

Pouca gente sabe, mas Pacatuba foi a terceira cidade brasileira a libertar os escravos, em 1883.

8. Paixão de Cristo é o nosso sobrenome

Durante a Páscoa, o povo se espreme nas topics para chegar ao centro da cidade em via de assistir, ao vivo, a cores e ao ar livre, a encenação da Paixão de Cristo. Com mais de 40 edições, o espetáculo é considerado a segunda maior encenação da Paixão de Cristo no Nordeste, perdendo apenas para Nova Jerusalém, em Pernambuco. O evento, que reúne milhares de pessoas todos os anos, serve também de desculpa para a moçada paquerar e os mais velhos se reunirem na praça para colocar o papo em dia.

9. Corrida de Jegue

Próximo à comunidade do Alto Fechado, acontece todo ano a tradicional Corrida de Jegue de Pacatuba. É um dia para a população prestar homenagem a um animal fundamental para a economia local. Afinal de contas, andar pelas ruas desta vistosa cidade e se deparar com um ou outro morador guiando uma carroça puxada por jegues não é nada anormal. Assistir à corrida, com direito a premiação e recorde de público, é extremamente recomendado para quem deseja soltar boas gargalhadas.

10. Amelinha e Augusta

As duas atendem por Maria: Maria Amélia e Maria Augusta. Com 93 anos, as irmãs gêmeas, filhas de uma índia da tribo dos Pitaguary, são figuras marcantes na memória pacatubana. Filho, neto, bisneto e tataraneto é o que não falta. Juntando tudo, são quase 50 pessoas. Imagine como é complicado fazer uma reunião de família!

11. Hollywood da Região Metropolitana

Quem diria que Hollywood era em Pacatuba? O clima bucólico e os prédios históricos já viraram cenário para as telonas três vezes. Em 2010, parte do filme “As Mães de Chico Xavier” foi gravado na cidade. Já “Cine Holliúdy” e sua continuação são totalmente ambientados em Pacatuba. Só quem é da terrinha passa o filme inteiro com o olhar abestalhado enquanto reconhece as paisagens.

Colaboradores

Rosi Melo

Rosi Melo

Ver Perfil

Estudante de Jornalismo pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Nasceu, cresceu e escolheu viver em Pacatuba. Adepta de um bom café, não dispensa as conversas descompromissadas de fim de tarde, seja sobre literatura, seja sobre a vida.

Comentários

Quer conhecer mais histórias como esta?


Cadastre seu email abaixo para receber matérias, novidades, eventos, e outras informações na sua caixa de email.

fechar