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Histórias

4 espigões de Fortaleza e as histórias de quem está sempre por lá

Por Leilane Freitas, Igor de Melo
07.jul
2017

Seja para conter o avanço do mar ou para trazer opções de lazer como a prática de esportes e a pesca esportiva, os espigões fazem parte da paisagem da cidade e viraram ponto de encontro para amigos, famílias e casais.

Da praia da Barra ao Serviluz, a orla de Fortaleza conta com 15 espigões. Vós passou pelos mais frequentados para conversar e conhecer as histórias de quem está sempre por lá.

1. Espigão Serviluz

A principal atividade aqui é a pesca. A movimentação é constante, os pescadores chegam sozinhos e em grupos, a pé e de bicicleta. Percorrem os 700 metros de extensão do espigão à procura do melhor ponto para descer as pedras e chegar perto das águas do Titanzinho.

Maria Lidiane e Ana Zélia estão quase todos os dias aqui pra observar a pescaria. Vez ou outra as redes trazem uma grande variedade de peixes e de outros frutos do mar que são vendidos ali mesmo na areia da praia.

O espigão do Titanzinho guarda um lugar já conhecido aqui no Vós. A Pedra da Morte pode até ter um nome assustador, mas não mete medo na garotada do bairro. O mar pode estar agitado ou calmo, não faz diferença: só basta coragem pra pular e receber o abraço do mar.

2. Espigão Náutico

No encontro das avenidas Beira-Mar e Desembargador Moreira fica o mais recente espigão da orla, inaugurado em 2016.

A construção em L forma uma espécie de abrigo marítimo para estimular a natação na orla de Fortaleza. E deu certo! O esporte é um dos mais praticados no entorno do espigão. Há também quem use os 300 metros de extensão para a prática de corrida, caminhada e ciclismo.

Huyara Martins, 34, estava pela primeira vez no espigão do Náutico com a sua prima Valeska Torres, 37. Algumas vezes por semana elas pegam suas bicicletas e capacetes e saem do bairro Antônio Bezerra até a orla. Elas sempre param em algum ponto da Beira-mar para fazer registros fotográficos e recuperar o fôlego para retornar a pedalada.

3. Espigão Rui Barbosa

“Gosto muito de vir pra cá pra aproveitar esse visual que em São Paulo eu não tinha. Eu morava na capital e pra ir à praia era só no final do ano, e são seis horas de carro. Isso aqui pra mim é o paraíso. É uma coisa que todo mundo deveria aproveitar, vir aqui e desacelerar um pouco do ritmo frenético que a gente vive.”

Erick Ali Ribeiro, 21, mora em Fortaleza desde 2009 e tem uma rotina corrida de estudos. Quando precisa “dar uma acalmada nas ideias” é até o Espigão da Rui Barbosa que ele vem e pula no mar.

Assim como ele, é comum ver outras pessoas se aventurando em mergulhos. Tem também quem venha pra curtir um pouco da brisa do fim de tarde e pra desfrutar do encontro da urbanização da cidade com a natureza.

Além, claro de esse ser um dos pontos da orla que os turistas procuram para assistir o passeio dos golfinhos. Esse momento gracioso já conhecido por muitos que percorrem a Praia de Iracema não tem horário certo pra acontecer, mas vale a pena vir até aqui e contar com a sorte.

4. Espigão João Cordeiro

Faz parte da paisagem de Fortaleza desde 2012 e é o maior espigão da Avenida Beira-Mar, com 640 metros de comprimento . É justamente o seu tamanho que atrai muitos visitantes que adoram explorar os diferentes ângulos do lugar e fazer registros fotográficos.

O pôr do sol daqui é um dos mais apreciados da cidade. Ao lado da Praia dos Crush, é comum ver casais de namorados, famílias e grupos de amigos debruçados no guarda-corpo de madeira que cerca a construção.

Gustavo Simões Gadelha tem 17 anos e costuma ir até o espigão da João Cordeiro com amigos e algumas vezes sozinho mesmo. “Eu vim aqui assistir ao pôr do sol, vi um cara pescando e deu vontade de fazer o mesmo. Comprei meu material de pesca e comecei. Quando pego peixe pequeno, eu solto. Mas se for grande eu levo pra casa. Comecei essa rotina há cerca de um mês e não parei mais.”

Colaboradores

Leilane Freitas

Leilane Freitas

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Já se aventurou pelo mundo do teatro e da dança. Escrevia no jornal da escola mas ainda não sabia que escolheria isso como profissão. Acredita no jornalismo como uma maneira de mostrar o lado positivo dos pequenos detalhes da vida. Procura enxergar coisas boas em tudo, mesmo nas piores intenções. Decidiu escrever porque, aparentemente, falar sozinha não parece ser coisa de gente em sã consciência.

Igor de Melo

Igor de Melo

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É fotógrafo profissional desde 2008. Já passou pela fotografia de esportes, cobertura social, fotojornalismo, publicidade, documental e autoral. Continua em todas. É apaixonado por esportes de ação, tatuagens, retratos e pessoas. Crê que vai conseguir contar as histórias que quer, surfar na Indonésia e viajar com a esposa.

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