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[Patrimônios Históricos] - 8 edificações que contam a história de Fortaleza

Por Leila Nobre, Igor de Melo

Acredita em Vós

04.mai
2016

Nos últimos 80 anos vimos a cidade crescer vertiginosa. Alguns prédios ficaram como verdadeiras joias, testemunhas da passagem do tempo. Escolhemos alguns que são o retrato da década em que foram entregues. Nossa colaboradora, a curiosa Leila Nobre, traz um pouco sobre cada um deles.


Década de 30 - Hotel Excelsior



Nos anos 30, Fortaleza ganha seu primeiro arranha-céu, localizado na Major Facundo com Guilherme Rocha.O Excelsior foi por muitos anos um dos principais hotéis da cidade, sendo pioneiro em todo o Norte e Nordeste. Nele se hospedaram figuras históricas, como o presidente Juscelino Kubitschek. Em 1987, com a desculpa de uma reforma, o hotel é fechado em definitivo. Hoje funciona somente a imobiliária do único herdeiro, Janos Fuzesi e um restaurante de comidas típicas.


Década de 40 - Instituto Dr. José Frota



O Instituto Dr. José Frota foi inaugurado em 1970, uma homenagem ao primeiro diretor. A sede dispunha de 30 leitos em quatro enfermarias. Em 1993, o prefeito Juraci Magalhães inaugurou o “novo IJF”, com nove pavimentos e ampliação do número de leitos para 416. Atualmente, o IJF é o maior hospital de urgência e emergência do Estado.


Década de 50 - Náutico Atlético Cearense



A primeira sede do Náutico foi fundada em 1929 e ficava na então Praia Formosa, em terreno de Manuel Borges Teles (Manuelito Borges). Em 1952 foi a inauguração do edifício da sede Meireles, em dois terrenos que só foram unidos após o Náutico ceder uma parte à Prefeitura, já prevendo a abertura da Abolição. Tal cessão resultou na criação da Praça Matias Beck, na bifurcação entre Abolição e Antônio Justa.


Década de 60 - Edifício Clóvis Beviláqua



O Edifício Clóvis Beviláqua foi inaugurado em 1960 para ser a primeira sede do Fórum Clóvis Beviláqua, sede do Tribunal de Justiça do Estado, lá funcionando por 37 anos. Em 1997, foi inaugurada a nova sede, no bairro Edson Queiroz (foto), e o antigo prédio, da Praça da Sé, foi então implodido em 2000. Hoje, no local existe o prosseguimento da Praça Caio Prado (da Sé).


Década de 70 - Palácio da Abolição



Até 1986, serviu de sede de despacho do governador, para depois abrigar alguns órgãos estaduais, pois a sede do Governo havia sido transferida para o Cambeba. Em 2011, no governo Cid Gomes, o Palácio da Abolição voltou a ser o endereço do Governo Estadual.


Década de 80 - Shopping Center Iguatemi



Grande parte dos quase 450 mil m² do terreno foi doada para a formação do Parque do Cocó. Em 1992 foi feita a primeira expansão, e a mais recente, em 2015, foi a sexta. O Iguatemi tem 480 lojas, três praças de alimentação e 12 salas de cinemas.


Década de 90 - Novo Mercado Central



O primeiro mercado de Fortaleza surgiu em 1812 e era um pavilhão de madeira, servindo para o comércio de frutas e verduras. Em 1814, com as instalações precárias, é demolido. Em 1897, também é desativado e em seu lugar inaugurou-se o mercado de ferro, para venda de carne. Em 1932 foi inaugurado o mercado central na Rua Conde D’Eu, que ficou somente para artesanato (depois Centro de Referência do Professor). Inaugurado em 88, o novo Mercado Central possui cinco pavimentos com 559 boxes, onde são encontrados artigos variados.


Anos 2000 - Centro de Eventos do Ceará



O Centro de Eventos está localizado Edson Queiroz e é segundo maior espaço de eventos do Brasil, com capacidade para 30 mil pessoas. Foi construído no lugar onde antes ficava a Academia de Polícia Militar e tem capacidade de receber 42 eventos simultâneos. O projeto arquitetônico foi inspirado em aspectos típicos da paisagem cearense, como as falésias e o bordado das rendeiras.

Colaboradores

Leila Nobre

Leila Nobre

Ver Perfil

Leila Nobre é pesquisadora Memorialista. Idealizou e mantêm o site Fortaleza Nobre, onde procura resgatar a Fortaleza antiga, em suas ruas, praças, praias, monumentos. É casada e mãe de três meninas. Ama ler e escrever.

Igor de Melo

Igor de Melo

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É fotógrafo profissional desde 2008. Já passou pela fotografia de esportes, cobertura social, fotojornalismo, publicidade, documental e autoral. Continua em todas. É apaixonado por esportes de ação, tatuagens, retratos e pessoas. Crê que vai conseguir contar as histórias que quer, surfar na Indonésia e viajar com a esposa.

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