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À procura dos Selvagens

Com Selvagens Por Tadeu Marinho, Flávia Oliveira, Igor de Melo, Gabriel Lage, Michele Boroh
21.jan
2016

À procura dos Selvagens

Era sábado à noite em maio de 2015, e eu vagava pelo Centro Cultural Dragão do Mar atrás de algo para fazer – até notar uma enorme fila que se desenrolava das ruas José Avelino a Boris. Mesmo sem saber do que se tratava, procurei o final para ver se valia a pena ficar por lá.

– Essa fila é pra que mesmo? Perguntei pra menina que era a última naquele momento (e a cada segundo que ela levava para me responder, chegavam mais duas pessoas atrás de mim).

– É pro show dos Selvagens.

Selvagens? Quem são eles? Achei que eu tivesse falado a mim mesma, naqueles momentos de reflexão interna onde cabem muitas perguntas e nem sempre respostas. Mas eu havia questionado mesmo em voz alta.

– É uma banda daqui. É bem legal, vale a pena ver o show. Já vi não sei quantas vezes.

Resolvi ficar. Uma hora e meia depois, sentei no concreto da Praça Verde e pude ver, pelos primeiros acordes, que os quatro rapazes eram mesmo bons. O público cantava as músicas a pleno pulmões. “Como eu nunca tinha ouvido falar dessa banda?”, perguntei, desta feita, com a voz silenciosa do pensamento. Pelo coro da multidão, as letras iam da crítica social às canções de paixão e desilusão. Teria eu ouvido um “Fortaleza” nessa música? Sim, havia:

''Nasci e me criei em Fortaleza Não tenho e nem faço questão da vossa nobreza''

Nasci e me criei em Fortaleza

Não tenho e nem faço questão da vossa nobreza

E depois da saudação “boa noite mucambada!”, gritada pelo vocalista, teve mais:

Fortaleza 3:15, assim eu rondo a cidade

E a cidade à noite ronda a mim

Os bairros da capital entravam nos ouvidos e saíam pelas bocas:

Meninos de rua, Cidade 2000:

Somos a Praia do Futuro do Brasil!

Oito meses depois, encontro com os rapazes para uma entrevista. Estamos na ponte metálica em um belíssimo dia de quase chuva. Os meninos do Poço da Draga arriscam saltos de cima da marquise carcomida pela maresia, enquanto uma tempestade se anuncia sobre os prédios da orla, os quais, vistos assim de longe, parecem distantes, como se caixas de fósforo. Mais um menino se lançou à água, e o som da queda é oco.

O Selvagens à Procura de Lei é formado por Caio Evangelista (voz e baixo), Gabriel Aragão (voz e guitarra), Nicholas Magalhães (voz e bateria) e Rafael Martins (voz e guitarra). Eles se encostam no alambrado, cabelos desgrenhados pelo vento, totalmente à vontade. Eles tocaram na mais recente edição da Feiramassa, realizada bem ali em frente. Antes, o clipe de “Tarde Livre” havia sido gravado também naquelas áreas, com direito a subida no Mara Hope, o navio encalhado no litoral.

A música está no disco que vai ser lançado neste ano, o “Praieiro”, antecedido pelos álbuns “Selvagens à Procura de Lei” (2013) e “Aprendendo a Mentir” (2011). O disco tem a produção de David Corcos, que já trabalhou com artistas como Franz Ferdinand, Marcelo D2 e Seu Jorge, dentre outros, e foi financiado pelo público, que por meio de crowdfunding, conseguiu levantar os R$ 44 mil que ajudaram a custear a obra.

Na entrevista, perguntamos de tudo um pouco, menos o por quê da banda se chamar assim. Mas pode ficar em paz que a gente diz aqui: Gabriel estava atrás de um nome para a banda, e só conseguia pensar em “Selvagens”. Um dia, na aula de Sociologia, quando ainda cursava Direito, ouviu o professor dizer a frase que ajudaria a batizar o grupo:

“Aqui na faculdade, todos nós somos selvagens procurando por uma lei”. (Flávia Oliveira)

ENTREVISTA

Vós – Como foi o primeiro contato de cada um com a música?

Nicholas – Nem lembro…quem sabe desde a barriga da minha mãe (risos). Mas acho que de sentir que a música iria se tornar importante na minha vida, foi no Interior. Meu pai tinha um sítio e emprestava um galpão que tinha lá no terreno para o pessoal da igreja. Então eu, moleque muito do gaiato e curioso, comecei a mexer na bateria e acabei gostando.

Gabriel – Meus heróis de infância eram John Lennon e Paul McCartney. Em casa, o que rolava na radiola era Yellow Submarine. Ou então The Wall, do Pink Floid, que por sinal, meu pai usava de trilha sonora quando inventava de contar história de assombração. Eu tinha medo que só daquele disco (risos). Meu pai não toca nenhum instrumento, mas é fã de música desde sempre. Meu primeiro contato com esse universo foi por meio dele. Mas foi a minha mãe quem me incentivou a tocar, porque era o sonho dela tocar piano. Tive algumas aulas, mas não gostei da música clássica por achar as lições um tanto decorebas. Levou um bom tempo até pegar em um violão para compor de verdade, o que aconteceu só na adolescência, porque não tava mais bastando pra mim só escrever as letras. Eu tinha que fazer também as músicas.

Caio – Meu primeiro contato com a música foi através de um amigo de infância, o Bruno. Ele moleque já tocava violão, piano, saxofone, flauta…a família dele era bem musical. Cresci vendo ele tocar e o admirava por isso, mas não tinha o interesse de ir lá e aprender alguma coisa, sabe? Até o dia em que vi um contrabaixo, que é o instrumento que toco. Eu olhei e pensei comigo: “caramba, preciso aprender a tocar!”.

Rafael – Por influência do meu pai, a música faz parte da minha vida desde quando eu era moleque. Cresci tendo ao alcance instrumentos como piano, violão, baixo, bateria eletrônica e pandeiro, e mexia em todos porque desde cedo eu sentia uma inclinação para a música. Em casa, todos ouviam som alto, e eu curtia rock, principalmente, mesmo sem saber o que era. Tocar mesmo, foi só aos 12 anos. Hoje sou apaixonado por música.

Vós – Vocês se conheciam aos pares, não era?

Gabriel – Eu e o Nicholas morávamos no mesmo prédio. Nos conhecemos quando eu tinha dez anos de idade e ainda era maior do que ele (risos). Um dia, o Nicholas apareceu com uma bateria no salão de festas do prédio. Como eu já pegava uma guitarra emprestada de vez em quando, aprendemos a tocar juntos, mesmo sem ter nenhuma técnica. Já o Rafael eu conheci na faculdade e, por meio dele, o Caio. Aí fechou os Selvagens.

Rafael – Eu conheço o Caio desde os 15 anos de idade, porque tínhamos bandas no colégio. Mas elas eram meio que inimigas (risos).

Caio – Na verdade, conheci o Rafa ainda no Maternal ou Jardim I, nem sei, mas a gente se reencontrou só no concurso de bandas do colégio. Ficamos amigos por causa da música, e o assunto dos nossos papos era sempre esse.

Vós – E para juntar a banda?

Nicholas – Juntar a banda foi um processo natural porque a gente sempre quis fazer algo sério. O som tinha que ser verdadeiro, sincero, e as músicas bem trabalhadas. Buscávamos isso, mesmo em lugares diferentes. Quando o Caio veio pra banda, senti na música que ele fazia algo que me complementava, e a mesma coisa aconteceu quando o Rafa chegou.

Rafael – Naquele momento, éramos apenas mais duas bandas no cenário underground de Fortaleza e que queriam tocar pra muita gente na noite. Mas o negócio não tava rolando tanto de um lado quanto de outro, e as coisas foram acontecendo aos poucos até nos juntar e deu mais que certo. Tanto que em 2010 a gente lançou o primeiro EP.

Vós – De onde surgiu a ideia de falar alguma coisa de Fortaleza nas letras?

Gabriel – Lembro que tava sentado com o Rafa pensando sobre o que podíamos colocar nas canções, e deu uma vontade imensa na gente de falar de coisas da cidade. A primeira música foi “Mucambo Cafundó” [do EP “Suas Mentiras Modernas”, de 2010]. De 2009 para 2010, as bandas que estavam começando não colocavam Fortaleza nas canções. Acho que tivemos um empreendedorismo nisso, influência da Legião Urbana e as referências a Brasília. Quando chegamos em São Paulo, ficamos um pouco receosos que as letras não iriam funcionar por lá, mas dentre milhares de bandas competindo por espaço, o que tornou a gente especial foi justamente isso, falar de Fortaleza, ser cearense e cantar com nosso sotaque.

Rafael – Colocamos nas letras o nosso dia a dia, o que fazemos aqui. Porque a gente escreve sobre as nossas vidas. Mas foi mesmo engraçado ver lá fora as pessoas cantando coisas que não tinha nada a ver com elas, como “as velas do Mucuripe vão bater no Planalto Central” [na música Mucambo Cafundó].

Gabriel – Ou cantando a frase “me dê um beliscão” [em Mar Fechado], porque o que o pessoal falaria é “me belisque” – isso do beliscão é nossa maneira de falar (risos).

Caio – E a gente gosta de ver nos comentários a galera dizendo “ah, como eu tava com saudade desse sotaque!”. Sobre as outras bandas da época, acho que elas tentavam passar uma imagem universal, com sotaque disfarçado. Digo isso porque eu ouvia a pessoa falando com sotaque, mas cantando sem, e eu não achava isso lá muito sincero.

Vós – E como foi ir São Paulo para gravar?

Nicholas – O segundo disco foi lançado pela Universal Music, e eles mandaram a gente pra lá pra ter um alcance maior. Foi uma batalha grande ir pra lá. Saí de casa aos 21 anos e tive que abandonar a família e me virar, assim como os meninos, que também eram muito novos. Passamos dois meses morando com conhecidos, sempre atrás de casa pra ficar, e ainda tendo que cuidar do disco ir para as rádios. Mas foi um passo muito importante na carreira dos Selvagens.

Gabriel – A gente ia bastante pra lá, mesmo antes de morar. Outras bandas ajudaram a gente, como o pessoal do Vivendo do Ócio, e a gente tem muita gratidão por isso.

Caio – Quando lançamos o “Aprendendo a Mentir”, fomos para lá independentes. Tocamos em vários lugares e construímos relações em São Paulo. No segundo disco, pensamos mesmo em morar por lá, o que significou assumir 100% a música nas nossas vidas.

Vós – Essa mudança geográfica afetou vocês de alguma forma?

Rafael – Mudamos do cabelo até a mentalidade. São Paulo muda demais uma pessoa. Quem disser que não, tá mentindo. Imagina você sair de Fortaleza para morar com quatro amigos lá, ainda mais para ser músico. Cada coisa que se vê causa algum impacto, ainda mais com a mudança do cenário social e econômico. Lá tem um pedaço do Brasil que é mais misturado, tem japonês, branco, negro e índio no mesmo espaço.

Nicholas – De Fortaleza a São Paulo são só três horas e meia de viagem, assim como de Fortaleza a Cabo Verde. Um mundo de diferença, apesar da distância parecida. A gente se afetou muito vendo outras realidades que não a daqui.

Gabriel – A questão política em SP mexeu demais com a gente. Em 2013, gravamos a faixa “Brasileiro” [do álbum “Selvagens à Procura de Lei”], escrita em 2012 totalmente por acaso. De repente ela se encaixou justamente nas manifestações de 2013, o que viria a mexer com o Brasil inteiro. Quando demos conta, estávamos no meio da multidão.

Rafael – A música tava nas rádios e nos sentíamos abraçados pela galera. Isso foi muito legal, conhecemos muita gente interessante a partir disso.

Caio – Sair da zona de conforto, que é nossa cidade, nos amadureceu bastante, e acho que dá pra perceber isso no disco que está saindo, o “Praieiro”.

Vós – Vocês tiveram contato com mais gente daqui, tipo Daniel Groove, Cidadão Instigado, Saulo Duarte?

Rafael – A gente tem contato com essa galera, porque eles moram lá. A gente não se conhecia em Fortaleza e foi se encontrar lá.  Estamos todos no mesmo barco, o pessoal foi pra lá igual a gente e ficou um tempo, pra divulgar o trabalho.

Gabriel – Antes dos anos 2000, tinha uma cena forte de hardcore, depois surgiu a geração da gente. Antes tava todo mundo aqui, agora tá em São Paulo, mas falando de Fortaleza. Acho isso massa.

Caio – Uma coisa bacana também é que quando fomos a SP pela primeira vez, em 2011, não víamos muita gente indo. 2015 foi o ano que a gente mais viu show de cearense tocando em Sesc e em Virada Cultural. Foi uma evolução.

Vós – Vocês disseram que uma vez a bateria caiu nas costas de alguém no meio do show e que, depois disso, pensaram se valia a pena continuar. Teve mais algum momento assim, de dúvida a respeito da banda?

Rafael – Gravar em São Paulo foi muito irado, mas a cada semana a gente tinha que procurar uma casa nova pra ficar, porque o disco não seguia o cronograma. Achávamos que íamos ficar um mês, mas nem foi, passamos dois. Ficávamos a cada semana na casa de um brother, e a gente não conhecia a cidade por inteiro, não sabia nem onde tava andando.

Nicholas – Era uma peregrinação de cearense atrás de arrumar teto (risos).

Rafael – A cada dia era uma reflexão: “o que é mesmo que estamos fazendo das nossas vidas?”

Gabriel – Tudo por amor à musica! Esse dia da bateria foi no terceiro show da banda. A bateria caiu bem em cima de mim, e o pior que não teve nem vaia, foi só o silêncio. Teria sido melhor se alguém tivesse vaiado (risos).

Caio – Por outro lado, o show que a gente fez no Órbita foi bem legal. Era época dos apagões, e naquela noite teve um durante o show. A gente ficou sem reação, mas o Nicholas continuou tocando e o público cantando também. Na hora do solo, voltou a energia, e a galera achou que foi uma parada ensaiada (risos).

Nicholas – Nem me toquei que tinha acabado a energia!

Vós – E como foi tocar no Lollapalooza?

Rafael – A gente se preparou mesmo pra esse show, pra fazer dele um espetáculo.

Gabriel – Fizemos várias coisas que fizemos pela primeira vez, como usar o telão atrás. Muitas delas continuamos a usar nas apresentações, como a abertura do show.

Nicholas – O Lollapalooza é um festival gringo, né? Se para o público é diversão, para quem toca é competição mesmo, pois cada banda quer fazer melhor do que a outra. Dissemos assim um pro outro: “Mermão, vamo dar o gás! Vamos subir no palco todos bonitões!”. Chamamos um maluco para usar o escafandro e ser o mucambo na hora da música. Foi o ápice.

Gabriel – Era o ano da Copa do Mundo, e todo mundo entrou fantasiado. Passamos numa loja de carnaval em SP e compramos umas fantasias (risos).

Caio – Foi bem legal também tocar no Porão do Rock em Brasília, cidade natal de vários artistas que a gente gosta. Conhecer esses lugares pela banda, que é nosso trabalho, parece que deixa a coisa mais massa ainda.

Vós – Quais os outros pontos altos da banda?

Rafael – Teve a apresentação no Prêmio Multishow, quando tocamos “Fátima” e “Mucambo Cafundó” com o Capital Inicial.

Gabriel – O Dinho foi um cara fantástico. O segundo disco foi gravado com baixos e guitarras emprestados por ele.

Rafael – O contrato com a gravadora foi também um momento muito importante pra gente, pois começamos a perceber como funciona esse mercado.

Nicholas – A gravação do disco novo no Red Bull Station também foi muito legal, pois ele funciona como um estúdio de gravação para vários artistas do mundo. Fomos o primeiro projeto no Brasil. A banda também foi indicada ao prêmio Vídeo Music Brasil, da MTV, na categoria Aposta.

Caio –  A forma como o projeto foi financiado também foi muito bonita, pelos fãs. Mostrou que nosso público acredita e curte a nossa música.

Rafael – A banda tem três fases, que são os discos. É engraçado ver como a gente muda, mas nem tanto. A gente volta pra cá porque as nossas raízes estão muito fortes e nos fazem sentir coisas diferentes. Pra mim, causa maior impacto emocionalmente tocar aqui em Fortaleza, mais do que em festival grande no Brasil. Aqui tem o calor do público que já nos conhece. É sempre uma coisa nova que a gente sente. Por exemplo, o show do Maloca do Dragão [no Centro Cultural Dragão do Mar, em 2014 e em 2015] foi simplesmente sensacional.

Os Selvagens à Procura de Lei foi uma das atrações principais da II Feiramassa realizada em dezembro. Na próxima edição, eles aparecem de novo, desta vez na Praça Dom Helder Câmara (antiga Praça 31 de Março), ali no final da Santos Dumont. O show do Selvagens acontece no dia 30/01 (sábado), às 21h, com entrada franca.

Colaboradores

Tadeu Marinho

Tadeu Marinho

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Tadeu vai ser alto, não! Baixo, mas não muito. Vai nascer no Rio, mas vai viver no Ceará. Vai ser Inteligente mas nem tanto, deve ser mais esperto que inteligente. Vai se interessar por tudo, cinema, música, cozinha, arte, mar, fotografia, cachorros, pela vida. Vai ser criativo, comunicativo, porém tímido. Executor, curioso, vai gostar de novidades e de histórias, curtas, de preferência. Vai ser objetivo e sem muitas formalidades, mas tem que ser educado, pelo menos. Bastante sincero. Opa! Ficou demais. Precisa ser livre, pelo menos pensar que é. Vai dirigir, fotografar, criar, escrever, editar, conceber e tudo mais que precisar fazer. Menos rimas.

Flávia Oliveira

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É repórter. Anda com bloquinho de papel, caneta e máquina fotográfica na bolsa, para o caso de ver na rua alguma história boa de ser contada. Escreve em mesas de restaurantes vazios ou em qualquer outro lugar. Talvez bem aí, ao seu lado.

Igor de Melo

Igor de Melo

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É fotógrafo profissional desde 2008. Já passou pela fotografia de esportes, cobertura social, fotojornalismo, publicidade, documental e autoral. Continua em todas. É apaixonado por esportes de ação, tatuagens, retratos e pessoas. Crê que vai conseguir contar as histórias que quer, surfar na Indonésia e viajar com a esposa.

Gabriel Lage

Gabriel Lage

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Cearense, empresário, filmmaker e fotógrafo. Acadêmico de audiovisual pela Unifor. Fã de Star Wars e dos anos 80.

Michele Boroh

Michele Boroh

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Nasceu no Dia do Jornalista. Aos 9 criou o Jornal dos Amigos do Prédio, em folha de caderno e à base de canetinha. Agora, aos 32 e após 8 em TV, é coordenadora e editora de VÓS, com a mesma paixão da infância. É também cronista no Tribuna do Ceará e no Medium, viciada em livro, cavaquinista de churrasco e mãe de um Bull Terrier. Ariana, de sol e lua.

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