Vós

menu
Perfil

Bora ali mais eu conhecer o Moisés

Com Moisés Loureiro Por Marcela Benevides, Igor de Melo
08.jan
2019

Com uma camisa estampada e sorriso no rosto, abriu a porta já fazendo piada com o amigo com quem divide o apartamento. Fala rindo mesmo quando está falando sério e o ambiente é leve e claro, descontraído. Na sala, a samambaia morta pendurada no teto chama atenção, mas ele garante que se torna uma espécie de decoração conceitual se usar a luz certa.

Moisés Loureiro acredita que não exista ninguém que não goste de rir. E dentre a diversidade de assuntos que poderiam interessar a alguém, o riso é o lance que mais o deixa curioso. Ele gosta de dar risada e por isso sempre consumiu muita comédia. No começo, queria aprender a fazer o pai rir para que assim pudesse fugir dos “carões”, como o irmão conseguia.

Mais tímido do que aparenta ser, decidiu que iria fazer teatro. Por quê? “Uns jogam futebol, outros basquete e eu fazia teatro porque queria mesmo.” Em 2009, aos 16 anos, subiu aos palcos pela primeira vez para fazer comédia, e foi aí que descobriu que poderia unir as duas coisas: humor e teatro.

Tem como referências a turma que trilhou os primeiros caminhos para tornar a comédia cearense conhecida pelo país – além do irmão, claro, que por ser engraçado conseguia “quebrar as pernas do pai” na hora de receber os “carões.”

Moisés decidiu que iria viver apenas de comédia, porque era o que sabia e queria fazer. No começo foi dando certo, até que em 2016 a crise também atingiu o humor e ele quase voltou a trabalhar formalmente… Até que um convite deixou a vida dele de cabeça pra baixo.

Considera que parte do seu sucesso está ligado a essa essência de ser cearense, pois nasceu e foi criado em Fortaleza e por isso a cearensidade é inerente ao seu trabalho, já que não tinha como ser diferente.

Entrevista

Vós – Quando você percebeu que queria fazer as pessoas rirem?

Moisés – O lance do riso sempre me foi muito interessante. Sempre gostei muito de consumir comédia, porque eu gostava de rir. Meu irmão é um cara muito engraçado e meu pai muito sério, um cara do interior com pouquíssima brincadeira e papo, é um homem de comunicação mínima, então, quando ele falava, é porque a merda tava grande. E meu irmão era o único que conseguia quebrar as pernas dele. Ele ia puto, aí meu irmão dizia uma besteira e ele ria. E eu ficava me perguntando como ele conseguia fazer isso porque o pai brigava comigo e eu só levava os carão. Então eu sempre tive esse encantamento.
Vós – E foi por isso que você decidiu fazer teatro?

Moisés – Fiquei encucado com o teatro por causa da televisão. Eu tinha uns cinco ou seis anos de idade e era vidrado na televisão e a mãe falava que eu ia querer trabalhar na televisão porque eu vivia assistindo. Daí lembro de perguntar a ela como fazia para trabalhar na TV e ela disse que primeiro eu tinha que fazer teatro. E essa informação foi para algum lugar do meu inconsciente e ficou por ali passeando. E eu sabia que eu podia fazer teatro porque eu tinha coragem, mesmo sem saber direito o que era, eu sabia que era uma possibilidade. Quando surgiu o grupo de teatro da igreja, eu fui, não porque eu sabia, mas porque eu podia. Depois teve a possibilidade de fazer teatro no colégio e fui com a cabeça de que podia fazer, mesmo sem saber se era bom ou não naquilo. Tive a sorte de ter bons professores também, eles sabiam entreter a gente. Era tipo um jogo. Uns jogavam futebol e eu jogava teatro. E assim foi, tinha amigos que jogavam futebol, outros basquete e eu fazia teatro.

Vós – E como surgiu a ligação do teatro com o humor?

Moisés – Meu grupo decidiu montar uma comédia no teatro e foi a primeira vez que essas coisas se uniram e eu achei massa fazer isso. Descobri que esse lance podia ser um ofício e não ser só palhaçada na rua com os amigos.. E foi massa! Em 2009, com 16 anos, fiz stand up pela primeira vez, uns textinhos, umas coisinhas que eu achava que podiam funcionar. Me apresentei lá no teatro Chico Anysio, na época ainda tava bem no começo, então não tinha forro, não tinha cadeira, era um esquema bem guerrilha. Foi a primeira vez que fiz espetáculo lá, no improviso. Aí pronto, me viciei.
Vós – Você é publicitário. A sua formação te ajuda no trabalho como humorista?

Moisés – Ajuda na hora de pensar a comunicação, mas eu sou um publicitário meio bosta, principalmente pra trabalhar pra mim, pra trabalhar para os outros eu sou até mais competente, mas pra me publicizar… Eu achava que o teatro bastava. Eu via o Silvero Pereira e ele fez a história dele no teatro, foi o teatro que levou ele pra Porto Alegre, e foi a porra de uma peça, de um monólogo que ele fez que levou ele pra fazer uma novela e eu achava que se eu fizesse teatro bem feito ia dar certo. Só que aí o Silvero passou 20 anos fazendo um teatro foda pra chegar onde ele está hoje e o Whindersson fez 2 anos de Youtube… E é esse equilíbrio que eu estou tentando entender.
Vós – E quais são as tuas influências na comédia?

Moisés – A galera toda daqui, né?! Rossicléa, Zé Modesto, Adamastor, essa turma toda que abriu esse caminho e sou muito grato a essas pessoas que trilharam tudo isso e hoje eu posso tá seguindo por eles. Então é essa turma daqui, depois vieram outras. O Chico Anysio eu demorei pra descobrir, eu ouvia muito falar, todo mundo dizia que ele era foda mas eu não tinha consumido nada dele pra dizer “peguei qual era a dele” porque era outra coisa. Eu precisava saber um pouco mais de mundo pra entender o que ele tava querendo dizer. Então demorei um pouco pra entender o humor do Chico, mas quando entendi imediatamente virou referência. Eu consumo muito a galera daqui do Ceará e do Nordeste. Vejo a galera de fora, mas é muito daqui o que eu tiro.

Vós – “Essa turma toda que abriu esse caminho”… Qual foi o caminho?

Moisés – Hoje eu consigo viver de comédia aqui, mas tenho um monte de amigo que está num ponto da carreira parecida com a minha, mas ainda não conseguem viver de comédia na cidade deles porque não tem o circuito de comédia que aqui tem. Porque aqui tem um circuito de clubes de comédia, que basicamente só existe aqui e em São Paulo e acabou. Aqui tem a Lupus, o Piadaria, o Teatro do Humor, isso só na área pra turista. Se a gente entrar na cidade tem o Via Pizza na periferia, tem a Crocobeach e o Chico do Caranguejo na Praia do Futuro, todos esses lugares rolando humor. E aí com o pouco que eu já construí eu consegui entrar nesse sistema porque ele já existia.
Vós – Você faz um humor que evita certas piadas, que não explora o vulnerável… Alguns criticam, outros elogiam. Por que essa escolha?

Moisés – Porque eu acho que é a única. É uma merda ficar dizendo que o humor tem que ser assim ou tem que ser assado. Brother, eu não sou seu pai e não vou dizer como você tem que fazer, mas eu não consigo achar engraçado fazer piada com uma menina que foi estuprada por não sei quantos caras, sei lá. Se você tocar nesse assunto, eu vou ficar triste, imediatamente. Pode ser a construção de piada mais genial que for, quando eu lembrar que isso aconteceu, vai me levar para um estado de espírito que comédia nenhuma tira. Então pra que falar disso? Pra que falar sobre coisas e de uma forma que o outro já disse que machuca? E tem muito disso também, do politicamente correto, que é uma chatice que a galera inventou pra defender seus preconceitos, aí fala “é porque isso é politicamente correto”, mas não é politicamente correto é só… Seja humano, ouça. O que custa ouvir?!
Vós – E você acha que as pessoas que fazem humor estão refletindo mais sobre isso? Precisa existir um filtro sobre o que fazer piada?

Moisés – Não é todo mundo que pensa assim e aí cada um faz o que bem entende, mas eu tenho os meus limites, não de tema, porque eu acho que você pode falar sobre qualquer tema. Você pode falar sobre estupro dentro de uma piada, mas a grande questão é se você está ridicularizando a vítima e colocando ela mais uma vez como alvo de algo. Porque ela já foi vítima de um abuso e agora você vai colocar ela como alvo de chacota? Você não acha que tem outra galera que merece receber esse deboche? Mas tem uma linha muito grande dessa galera que acha legal fazer “humor negro”. Eu acho que é um erro, principalmente no stand up.

Vós – Por que principalmente no stand up?

Moisés – Porque sou eu de cara limpa falando, eu, o Moisés, não é o Zé Modesto, não é o Adamastor Pitaco, sou eu falando como eu, não existe um personagem. Então eu tenho que entender que aqui onde estou eu tenho um monte de privilégio e tenho que perceber de quem eu posso rir daqui, porque se eu olhar pra baixo e ficar rindo, apontando, é humilhação. Eu vejo assim, acho que você tá humilhando as pessoas. E no humor você tem que se perceber, saber muito quem você é e chutar dali pra cima. Por que você vai ficar chutando quem já tá lascado? O que é que você quer tirar dali ainda? Vai no seu, vai na sua bolha.
Vós – O seu “Rap do Privilê” é esse “chutar pra cima”?

Moisés – Sim. O lance do Rap do Privilê é pra mim, totalmente. Porque eu fui o cara que estudou em colégio particular e depois fui pra faculdade particular também. Com 18 anos eu tinha um carro… Era um Corolla? Não, era um gol 96, mas era um carro enquanto muita gente tava andando de ônibus, e gente que não tinha nem condições de andar de ônibus. Então, eu tenho que sacar todos esses meus privilégios e rir disso, debochar disso. Porque eu tenho que entender que minha dor é ridícula se eu olhar pra dor do outro. Se eu ficar achando que só a dor do outro é menor… Acabamos indo para lugares muito obscuros.
Vós – Você acha que o humor deve estimular o pensamento mais crítico em relação à sociedade?

Moisés – Acho que é uma parada extremamente pessoal do artista. O cara tem todo direito e tá tudo bem ele se posicionar como totalmente entretenimento. Se ele diz “meu lance é falar do É o Tchan, quero fazer a galera dar risada e não pensar em nada”, irado! Perfeito! Tá tudo certo. Eu tento ir um pouco mais além, principalmente por reconhecer que eu não sou o mais engraçado que todo mundo. E o entretenimento por entretenimento tem o Zé Ninguém, tem o filho do palhaço Caçarola que é muito engraçado… Acho que na comédia que eu faço eu posso e tenho que oferecer um pouco mais, me sinto na obrigação porque acredito que estamos precisando de mais posições assim. Mas é cada um na sua, sem essa pressão de que o humor tem que ser isso ou aquilo. A única coisa que o humor não pode ser é atrasado. A comédia tem uma responsabilidade de transgressão, ela tem que se progressista, pra frente, não dá pra ficar fazendo humor baseado em trinta anos atrás.

Vós – Como é fazer humor sendo Moisés Loureiro e não um personagem, como sempre foi comum aqui no Ceará? Você tinha a referência daqui desse humor de “cara limpa”?

Moisés – O próprio Tom Cavalcante, o Chico Anysio, o Alex Nogueira, essa moçada já fazia de cara limpa. É meio turvo, a gente mistura o que é stand up com o que é piadista. O Chico é um cara que tinha inúmeros números de stand up, mas na época não tinha esse nome. No meio ele metia uma anedota? Sim, mas era 15 minutos de stand up pra ele colocar uma anedota de 30 segundos, era outro esquema. As referências mesmo pro stand up eu tive que buscar com a galera que estava surgindo na época. Fábio Porchat, Rafinha bastos, Oscar Filho, tive que pegar essa galera que começou e disse como é que funcionava o jogo, quais eram as regras, que não pode ter piada pronta, não pode contar anedota, não pode usar parafernália de luz e som. E a partir disso eles eram a minha referência pra fazer isso, mas não tive como escapar do que eu vi a minha vida inteira.
Vós – Então não existe um personagem no palco? Ali é você e pronto?

Moisés – Não sou um personagem no palco, mas existe uma persona que não sou eu. Porque na vida sou tímido demais! Termina o show e eu quero me esconder embaixo do palco porque não sei como me comportar direito, eu fico receoso. Depois do show eu fico até confortável porque as pessoas já me viram ali e já me deram uma certa licença, mas fora desse ambiente eu fico com medo de não saber agir socialmente, de ser grosseiro, de não dar uma boa resposta, porque eu só penso numa boa resposta uma semana depois do que aconteceu, na hora eu falo merda e fico querendo me matar depois (risos). Mas no palco tem uma persona, muito mais segura, muito menos tímida, mas é uma persona e não chega a ser um personagem, porque ali sou eu, tenho meus limites, é um outro lado de mim, porque todos nós temos que vestir essas personas seja pra ir trabalhar, pra ficar em casa com a família ou para ficar em casa com o namorado, e aí tem essa persona do palco e ela funciona muito bem, e é a persona que eu mais gosto de mim. É o momento que eu penso “esse cara é legal, todos os outros não” (risos).

Vós – Como você percebe a receptividade do público local em relação a esse “humor de cara limpa”?

Moisés – O que eu mais sentia e sinto ainda muito é que não se dá chance ao novo. A galera não assiste, são poucos os que se dispõem a sair da sua casa para assistir um cara que tá começando. E, principalmente, a galera espera um cara pronto. Eles querem que na primeira apresentação do cara ele já seja bom e até tem desses, porque é o lance, a gente tem um timing muito bom, então quando o cara já sabe o texto, na primeira ou segunda apresentação ele já tá arrebentando. O texto é bom, não é dele, mas é bom e ele sabe falar, interpretar, então vai levando. O que eu sinto é que você estimula muitos atores cômicos, de cena, mas não estimula quem escreve. Porque o cara que escreve é muito difícil ele começar bom. O primeiro texto que ele escrever provavelmente vai ser um texto muito ruim. A galera daqui não dá muita chance pra quem ta começando e quando dá não é pra quem cria, mas pra quem consegue executar. São pessoas muito boas e que executam muito bem, mas criam pouquíssimo. E aí nos leva ao lugar onde a gente tá, que é numa crise criativa dentro do humor, porque tá todo mundo meio que: “quem fez, fez”. Rossicléa e os grandes já estão feitos. E ai? Precisa de gente que traga material novo, que faça coisas novas.

Vós – E você sentiu o impacto dessa resistência do público em relação a algo novo?

Moisés – Sim, precisou de um estímulo de fora, precisou um Faustão reconhecer meu valor para as coisas mudarem. Eu estava pra parar de fazer comédia, não ia parar porque não ia conseguir, mas tava pra voltar pro emprego formal. Em 2013 eu saí da agência onde eu trabalhava pra viver só de comédia, e comecei a fazer show nos clubes daqui. Em 2016 foi o ano que baixou a crise, um clube de comédia fechou, o outro baixou o cachê e parou de me chamar, e eu fiquei “porra brother, me lascou” e passei um ano vivendo de uma propaganda que apareceu, de show corporativo que deu certo e pingava trabalho… Quando foi no final de 2016 eu já estava decidido a voltar pra agência e ficar fazendo comédia assim, né, do jeito que desse… Aí no começo de 2017 rolou o convite pro Faustão e de lá pra cá me permitiu fazer só isso e viver só disso, mas eu precisei ir lá pra galera me reconhecer.
Vós – E como foi a experiência de participar do programa do Faustão?

Moisés – Foi massa! (risos) Não, o Faustão foi um divisor de águas, foi foda. Tem uma música evangélica que diz que “se o mar me submergir, a tua mão me traz à tona pra respirar”, é uma música que fala de Deus mas eu lembro do Faustão. Ele me tirando das profundezas e dizendo “vai, mais uma chance pra ti, faz de novo”, porque tava trash! E foi incrível, porque eu sou um cara muito ruim de competir, não gosto de competição. É muito difícil eu entrar em algo assim, e tinha esse peso de lá ser uma competição, mas eu entrei tão certo de que eu não iria ganhar e achava massa que tava rolando, depois de tantos anos fazendo isso eu pensava que ia ser bom porque ao menos meu vizinho ia descobrir o que eu faço. Tinha na cabeça que ia ser bom, rolaria um showzinho e que minha participação lá ia segurar o ano. Aí foi passando, passando e eu ganhei a parada.
Vós – E qual foi a sensação de ganhar?

Moisés – Eu ganhei com a leveza de quem perde. Sou tão ruim de competir que eu ganhei e na hora fiquei feliz, mas quando eu cheguei no camarim, fiquei triste até chegar no hotel porque eu tive que lidar com os meus colegas que perderam. Nessas horas eu te juro que eu prefiro perder, porque eu sei lidar melhor. Chego no vencedor e comemoro com ele, mas a questão do, sei lá, confortar, é muito desconfortável, eu acho muito desconfortável essa posição.

Vós – Em outubro você estreou no Comedy Central, o maior canal de comédia do mundo. Como foi a experiência?

Moisés – Cara, foi muito massa! Eu tava muito mais apreensivo pro Comedy do que pro Faustão. Porque no Faustão, apesar de ser muito nervoso, de poder ser interrompido no meio da parada e ele falar “é, não riram, você não chegou lá, que pena” e aí o Brasil inteiro vendo a sua derrota, tinha muita preparação. O Comedy não teve nada, teve o convite. E o Comedy é muito isso: “cara, nós gostamos do que tu faz, prepara 12 minutos e chega aqui”. E isso foi aterrorizante. Esse processo de ficar pensando o que é que eu ia fazer, quais 12 minutos eu levava… Até 1 minuto antes de me chamarem pra entrar no palco eu tava me perguntando: “meu Deus do céu, o que é que eu faço?!”, mas também foi muito bom porque funcionou, o pessoal gostou.
Vós – É “mais fácil” fazer um show para o público daqui ou de São Paulo?

Moisés – Por um lado São Paulo é muito mais fácil no sentido de que por eu ser cearense já é engraçado o sotaque e as gírias. É complicado porque eu não sei até que ponto isso pode soar pejorativo, porque eu faço comédia então pode rir, é pra isso mesmo. Tem horas que a gente solta umas que eu fico: “macho, esse bicho é cearense mesmo”. Tem um amigo meu que sempre fala “macho, bora ali mais eu”. Esse “bora ali mais eu” é uma conjunção que mostra que o cara é cearense até a tampa. “Bora ali, bora ver” e se isso é engraçado pra mim que sou daqui e vivi minha vida toda aqui, lá pra galera que não tá acostumada e não faz ideia, qualquer coisinha dessa assim já é motivo de risada. Por outro lado, o que me faz preferir fazer show pra cearense é porque eu conheço essa cidade e esse estado, eu sei todas as referências daqui, sei me comunicar com a galera daqui porque é daqui que eu sou.

Vós – E como essa cearensidade influencia o seu processo criativo?

Moisés – Acho que em porcentagem é 100% porque não tem como não ser, porque é o que eu sou. Difícil seria não ser, fazer diferente. Ver com outro olhar seria mais complicado. Ir pra São Paulo e fazer piada sobre São Paulo é muito difícil, fazer piada sobre Fortaleza é muito fácil. Eu vivi minha vida inteira aqui, então eu tenho as referências, eu sei o que todo mundo conhece. O ser cearense é muito isso, é inerente, eu sou. E é ótimo e eu amo o que eu sou.

Colaboradores

Marcela Benevides

Marcela Benevides

Ver Perfil

Ler e escrever são as duas coisas que mais a definem. Gosta de contar histórias sobre pessoas e lugares que inspiram a felicidade e a percepção de que a vida vai além das bolhas em que vivemos, e é na cidade que encontra a sua inspiração. Acredita que o jornalismo é um dos meios para promover a união entre culturas. Importante destacar: tem o sol em leão.

Igor de Melo

Igor de Melo

Ver Perfil

É fotógrafo profissional desde 2008. Já passou pela fotografia de esportes, cobertura social, fotojornalismo, publicidade, documental e autoral. Continua em todas. É apaixonado por esportes de ação, tatuagens, retratos e pessoas. Crê que vai conseguir contar as histórias que quer, surfar na Indonésia e viajar com a esposa.

Comentários

Quer conhecer mais histórias como esta?


Cadastre seu email abaixo para receber matérias, novidades, eventos, e outras informações na sua caixa de email.

fechar