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A delícia de casar sem protocolos

Por Naira Oliveira
28.ago
2017

No dia de unir duas vidas sob um mesmo laço, todos os protocolos podem ser quebrados. Ou quase todos, pois um deve ser inviolável. Naira Oliveira volta com mais um sopro de resgate aos românticos inveterados ou novatos.

Casamento: evento consagrado pela nossa sociedade, onde duas pessoas selam sua união seguindo o rito da lei ou os dogmas de uma religião.

Você pode não perceber, mas essa definição é bastante excludente. E limitada. Não são poucas as pessoas que se sentem totalmente perdidas em como conduzir um evento que deveria ser inclusivo: o amor é para todos, nós sabemos.

Acontece que, sim, casamento deve ser um evento bastante democrático: só depende de quem casa. Fornecedores e a indústria se ajustam cada vez mais para uma tendência que, felizmente, não tem mais volta: a de que os noivos podem e devem ser fiéis às suas características mais inatas na hora que dizem seus “I do”.

Simples assim? Pasme: sim. Ter um casamento que respeita quem os noivos são é uma questão de escolha, ou melhor, de uma sucessão delas. A primeira (e mais importante) é entender que esse é um dia em que celebra-se uma história de amor, nada mais. Celebram-se as vitórias e o que os aproxima e como se completam na mesma intensidade em que celebram-se as derrotas e as lições aprendidas, os dias difíceis e como foram superados. Celebra-se o fato de que dois indivíduos, já tão completos e complexos, decidem de forma corajosa seguir a vida a dois.

Você vai perceber que tudo ficará muito pequeno quando colocado sob essa perspectiva. Você perceberá que as duas únicas pessoas que devem ser contempladas nas escolhas da festa que celebra essa união são as partes que fazem esse casal. Partido o bolo e estourado o champanhe, a vida real acontecerá entre quatro paredes, somente para elas.

A segunda escolha fundamental é quem serão os fornecedores que você convidará para tornar esse momento em realidade. Contrate pessoas que você não vai perder nem meio segundo tendo que convencer a quebrar o protocolo A ou B.

No mais, mantenha-se firme nas suas decisões. Case na praia, ou no boteco. Entre com seu pai, ou seu cachorro. Vá com um lindo salto, ou tênis. Ou nada! Nesse dia não existe certo ou errado, existe apenas o que é verdade para você e a outra pessoa. Vocês que mandam, em absolutamente tudo. Se o padrão não é para vocês, corra longe dele.

O único protocolo que eu aconselho que você siga é o de casar por amor. Nada, em tempo algum, será mais importante do que para quem você vai caminhar no altar. Essa tendência, sim, veio pra ficar. Respeite-a. Busque-a. O resto? É resto.

Foto de Capa: Igor Barreto

Colaboradores

Naira Oliveira

Naira Oliveira

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Naira Oliveira é celebrante de casamentos da Mar de Afeto desde o dia que percebeu que cerimônias precisam desesperadamente de verdade e alma. Defende a beleza do amor real, com falhas e desencaixes. Vê no mar as melhores analogias para falar de relacionamentos. Acredita no amor e café como forças soberanas que regem o mundo (e principalmente, pessoas).

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