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Plural

Educar e incentivar a independência

Com Fabrini Andrade Por Marcela Benevides, Igor de Melo
27.set
2018

Ensinando os irmãos quando pequenos, promovendo gincanas na escolaou coordenando 19 mil crianças no setor público, o ato de educar sempre esteve intrínseco em Fabrini Andrade. A essência da educação é o que ela carrega como propósito e missão de vida. Longe de ser aquela pessoa que fica dentro do escritório resolvendo burocracia, Fabrini gosta de pensar projetos e acompanhá-los na prática, para ter a certeza de que estão funcionando.

Sua história com o social começou quando cursava Direito e era estagiária na Vara de Família: foi ali que percebeu que não queria ter que decidir o futuro de uma criança, mas fazer com que fosse melhor, e por isso trancou a faculdade e prestou vestibular para História. Ela ainda não sabia, mas era o destino começando a ser traçado.

Aos 23 anos chegou a Fortaleza para passar férias com o filho e o então marido, que iria expor suas obras na primeira CASACOR Ceará, e já não voltou mais para a Bahia. Ficou e abraçou a Terra da Luz como lugar para realizar os seus projetos. Começou a trabalhar em escola privada como professora de História e, para além a sala de aula, coordenava os projetos culturais da instituição. “Foi nesse período que surgiu a oportunidade de trabalhar na coordenação de projetos da Prefeitura. Fiquei na dúvida porque eu gostava de estar na sala de aula, mas decidi que ia. E nesse momento deixei de trabalhar com mil crianças para coordenar 19 mil.”

Convicta, Fabrini colocou seus valores acima de qualquer estabilidade financeira. Após sair da coordenação do projeto Segundo Tempo, da Prefeitura, passou três anos na CUFA (Central Única das Favelas), até que conheceu e se encontrou no IPOM (Instituto Povos do Mar) no momento mais difícil da sua vida, quando precisou lidar com a morte do filho Pablo, assassinado em 2015. “Ir todos dias ao IPOM, estar naquele movimento, fez com que eu percebesse que existem muitas mães na mesma situação e fomos nos apoiando, aprendi a lidar com a dor.”

E hoje, agora à frente do IPOM, Fabrini e sua equipe atendem mais de 400 crianças nas unidades do Serviluz e da Praia do Futuro. O trabalho, fruto de amor e vontade de mudar realidades, está em crescimento, mesmo diante da crise econômica brasileira. “Em 2016, que foi o pior ano da crise, foi o nosso ano de expansão. Passamos a atender 120 crianças e hoje temos mais de 400. Só não cresce mais por falta de recurso, e é por isso que o terceiro setor precisa se autofinanciar, produzir sua própria renda, porque recurso público escasseia.”

Ao mesmo tempo em que fala firme sobre a necessidade do terceiro setor ser independente, não deixa de lutar pelo diálogo intersetorial. “Precisa existir o diálogo entre os setores, mas não é só ficar na conversinha de comadre, tem que construir projetos juntos, ver qual o potencial de cada um deles para executar a partir da força de cada um, é assim que se faz trabalho social.”

E é para conversar sobre o momento nacional das ONGs e sobre os caminhos da autossustentabilidade no terceiro setor que Fabrini Andrade estará no Plural, que acontece na 20ª CASACOR Ceará 2018, neste domingo (30).  Para conferir a programação completa, acesse as redes sociais de Vós e Plural. Para mais informações sobre a CASACOR Ceará 2018, confira as redes próprias do evento.

Serviço

A programação completa do Plural pode ser conferida nas nossas redes sociais:

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Mais informações sobre a CASACOR Ceará 2018 podem ser acessadas pelo site e redes do evento:

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Colaboradores

Marcela Benevides

Marcela Benevides

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Ler e escrever são as duas coisas que mais a definem. Gosta de contar histórias sobre pessoas e lugares que inspiram a felicidade e a percepção de que a vida vai além das bolhas em que vivemos, e é na cidade que encontra a sua inspiração. Acredita que o jornalismo é um dos meios para promover a união entre culturas. Importante destacar: tem o sol em leão.

Igor de Melo

Igor de Melo

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É fotógrafo profissional desde 2008. Já passou pela fotografia de esportes, cobertura social, fotojornalismo, publicidade, documental e autoral. Continua em todas. É apaixonado por esportes de ação, tatuagens, retratos e pessoas. Crê que vai conseguir contar as histórias que quer, surfar na Indonésia e viajar com a esposa.

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