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Especial

Os avós dos food trucks

Por Flávia Oliveira, Igor de Melo, Cé da Silva, Michele Boroh

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01.set
2015

 

OS ''AVÓS'' DOS FOOD TRUCKS

Bem antes dos primeiros food trucks aportarem na cidade, as carrocinhas, bicicletas do lanche e afins já mataram a fome de muita gente. Para alguns, elas fizeram parte de um itinerário ou mesmo marcaram uma época, para outros elas são – e continuam sendo – uma alternativa barata para a alimentação nossa de cada dia.

São Gerardo - SER I

Tapiocaria Miranda

Chamada: Se bater o desejo de comer uma tapioca – não das mini e sim, daquelas que, abertas, têm o diâmetro de um prato – a salvação é a barraca abençoada da Nara.

Na Tapiocaria Miranda, os preços vão de R$ 1,50 a R$ 3,50, acompanhadas por um café com leite ou suco geladinho, feito da fruta mesmo, a R$ 1. O recheio pode ser tradicional, com ovo e queijo, ou digamos, mais substancioso, com frango desfiado ou calabresa. De sobremesa, uma tapioca doce de chocolate, leite condensado ou romeu e julieta, dentre outros. Quem toca o negócio é a Nara Miranda, que diz ter recebido uma revelação de Deus para começar o negócio. Diante de uma tapioca tão abençoada, coma “de joelhos” a de carne de sol com queijo, e divida com seu acompanhante uma mista, que une dois doces diferentes na sobremesa.

Serviço

Tapiocaria Miranda
Endereço: Rua Moreira de Souza,16 – São Gerardo (ao lado do Banco do Brasil Parquelândia)
Fone: 987.088.587 (Nara) / 987.956.794 (Roberto)
Funcionamento das 16 às 21 horas

Aldeota - SER II

Churros do Colégio Batista

Eles são sequinhos. Têm a massa saborosa, salpicada de canela e açúcar. São cortados em pedaços pequenos, como os churros de antigamente, e colocados no saquinho. O chocolate ou o leite condensado vão por cima, ao gosto do cliente. E custam só R$ 3. Por estas características, a carrocinha do Luís é um sucesso há tempos. Tanto tempo, que é comum ver aluno que descobriu os churros ainda na alfabetização e hoje leva os filhos para comer lá. Seu Luís, o dono do negócio, reconhece alguns desses rostos. Sem quase envelhecer (ele brinca dizendo que é o vapor do óleo da fritura que o conserva), ele preserva o segredo da massa que faz dos churros uma verdadeira delícia.

Serviço

Carrocinha do Luís
Rua Eduardo Graça esquina com Cel. Linhares – Aldeota
Fone: 988.838.613 (aceita encomendas)
Funcionamento das 10 às 18 horas

Parquelândia - SER III

Papeirinhos Sanduíches

Apesar de funcionar em um trailer, o Papeirinhos oferece 86 tipos de sanduíches, divididos nas categorias frango, pernil, rosbife, picanha, filé e carne de sol. Além dessa variedade toda, há ainda mais 10 ingredientes opcionais para turbinar o sanduba, que é servido no pão árabe com salada. Destaque para a carne de hambúrguer, que é preparada em casa pela dona Meyre, e para o sanduíche de frango, que é o mais pedido ao seu Rafael, que pilota a chapa. O prêmio de originalidade vai para o sanduíche de salsicha, uma espécie de cachorro quente no pão árabe.

Serviço

Papeirinhos Sanduíches
Rua Dom Manuel de Medeiros, 1749 – Parquelândia (em frente ao INSS)
Fone: 986.811.563
Funcionamento das 18 às 23 h

Benfica - SER IV

Lanchelândia

No coração do Benfica, pertinho da Faculdade de Educação da UFC e da Praça da Gentilândia, se esconde o melhor cachorro quente da região. No caso, a preciosidade consiste em um cachorro de 30 cm e três salsichas, custando meros R$ 8. O tempero do creme de frango ou da carne moída que servem como acompanhamento faz o cliente se lembrar automaticamente das comidinhas de casa. Quem é a doutora honoris causa em alimentar os esfomeados alunos das instituições de ensino ao redor é a Lúcia Gondim, que tem mais de 13 anos de comidinhas na Gentilândia. Para quem gastou o dinheiro da bolsa antes do fim do mês, a pedida é comer mesmo um cachorro pequeno, que sai por R$ 3. Se a fome estiver pós-graduada, um médio com duas salsichas é preparado por R$ 5. Vale lembrar de que todos levam o creme de frango ou a carne moída com tempero de mamãe.

Serviço

Lanchelândia
Rua Waldery Uchôa, 2 – Benfica (próximo ao bar Cantinho Acadêmico)
Fone: 3223.6600
Funcionamento das 16 às 21 horas

José Walter - SER V

Pratinho da família Albuquerque

Localizada em uma esquina movimentada da avenida N, polo gastronômico do José Walter, as panelas de barro postas sobre a mesa mantêm aquecidos o vatapá, o creme de frango, o arroz soltinho ou o baião ligado com queijo, tudo por apenas R$ 4. Há também uma variedade de outros pratos, tais como sopas, caldos e massas (entre R$ 3 e R$ 4). Para quem prefere ir comendo no caminho, salgados como coxinhas e empadas  (R$ 2,5 a R$ 4) matam a fome do apressado. De sobremesa, não perca o munguzá ao leite de coco, que simplesmente tem gosto de interior, ou o pudim com bastante calda caramelizada. Dona Maria Albuquerque, a responsável pelo cardápio, há dois anos tem planos de se mudar com o marido e o filho para um endereço formal no José Walter. Se depender da clientela fiel que enche a calçada, é um sonho que está para virar realidade.

Serviço

Avenida N, 1042 (próximo ao supermercado Cometa)
Fone: 989.577.174
Funcionamento das 18:30 às 22 horas

Cidade dos Funcionários - SER VI

Acarajé da Dadau

Há 19 anos no lago do Jacarey, a baiana Jacidalva Rocha – a Dadau – observou que o cearense se sujava muito ao comer o acarajé, assim como não entendia ao certo o que significava “quente” e “frio”. Ela passou então a oferecer uma colherzinha, maneirou na pimenta e fez algumas adaptações, como colocar a opção de vatapá de frango para substituir o caruru e o frango desfiado para retirar o camarão da receita, possibilitando que alérgicos a frutos do mar também comessem o quitute. Às sextas e sábados, ela esbanja simpatia vestida de baiana, com saia rodada e torço na cabeça. Além do acarajé (R$ 8) a barraca também oferece pratinhos de comida (R$ 7) e possui até cartão fidelidade para os clientes assíduos.

Serviço

Acarajé da Dadau
Lago do Jacarey – Cidade dos Funcionários
Fone: 989.054.194 (aceita encomendas)
Funcionamento das 17 às 22:30 h

Centro

Cuscuz da Travessa Crato

O prato de cuscuz chega fumegante à mesa do cliente, acompanhado apenas por manteiga (R$ 2,50) ou completíssimo, por R$ 6, com direito a requeijão, ovo, salsicha e carne de hambúrguer. Como acompanhamento ao cuscuz de prato, para os mais tradicionais, vai uma xícara de leite quentinho (a dica é despejar o leite no prato e comer como se estivesse em casa). O café forte, adoçado na medida certa, combina perfeitamente com o lanche, apesar de ter quem coma acompanhado de refrigerantes ou sucos. Quem pilota a cuscuzeira da carrocinha é Carmina Silva, que também vende bolo e sanduíches. Como os ingredientes são de primeira qualidade, os preços podem ser um poucos maiores do que os similares da região. Vale a pena, principalmente, se você aproveitar o tempo de preparo do lanche para ouvir as conversas dos frequentadores.

Serviço

Carrocinha da Carmina
Rua Crato – Centro (entre as ruas General Bezerril e Floriano Peixoto)
Funcionamento das 6 às 17 horas

Os donos de food trucks falam das comidinhas de rua preferidas na cidade.

Eduardo Campelo – Rapadura Food (@rapadurafoodtruck)

“O alfajor da Cidade 2000 me faz lembrar do meu pai, que toda vez trazia o doce pra mim quando ele ia lá. Hoje sou eu que levo pra ele. Ao contrário do tradicional alfajor argentino, que é parecido com um bolinho, o de lá é como um biscoito, o que me agrada muito mais”

FOMOS CONFERIR – Calzone da praça: O argentino Demétrio Antonucci trouxe da reginao de Santa Fé a receita da massa folheada do alfajor. Os preços variam de R$ 2,50 (bolinho menor) a R$ 3,50, nas versões doce de leite e chocolate. Demétrio também faz calzones e está por lá todos os dias, das 18:30h à meia-noite. Fone: 98720-0008 (aceita encomendas)

Manu Weyne – Doceville Pâtisserie Food Bike (@doceville)

“O cachorro quente do Guloso, ali perto do Center Um, tem o pão sempre fresquinho, pois é comprado duas vezes ao dia. O molho e a salsicha também são uma delícia. É a cara da minha infância”

FOMOS CONFERIR – Guloso: Os proprietários Valmar e Lélia Crispim estão nas ruas de Fortaleza há 27 anos. O dog pode ser encontrado na rua Desembargador Leite Albuquerque, esquina com a Rua Barbosa de Freitas, de segunda a sexta, das 9h às 19:30h. Fone: 98803-0047

Diego Tomasi – Black Pizza (998.592.707)

“Eu ainda trabalhava em um restaurante do shopping Del Paseo, quando reparei na movimentação de pessoas ao redor de um carrinho de tapioca. Fiquei curioso e fui lá ver o que era. Resultado: virei cliente do cara que faz a melhor tapioca com café de rua, na minha opinião”

FOMOS CONFERIR – Tapiocaria Café Pingado: Mesquita começou na carrocinha de rua e hoje tem loja com o mesmo nome no Meireles. O segredo do sucesso é, além de muito trabalho, a mini tapioca recheada com carne de sol e queijo (R$ 3). Um sucesso na calçada da rua Maria Tomásia. Funcionamento: Segunda a sábado, das 9h às 19:30h. Fone: 99901-2469

Ícaro Sampaio – La Churrê (@lachurre)

“A minha comida de rua preferida é o pastel da praça da Cidade 2000, pois ele vem com muito recheio e ainda é uma delícia. Para quem quer um lanche bom e barato, é uma boa pedida “

FOMOS CONFERIR – Pastel do Robson e da Cleide: Com um recheio generoso (o pastel de carne moída com queijo e presunto leva como acompanhantes milho verde, cebola, azeitona, passas e molho barbecue), a barraquinha do simpático casal é muito procurada pelos moradores da 2000. Destaque para o pastel “No limite”, que pesa 1,2 Kg (R$ 15). Funciona todos os dias, das 19h à meia-noite.

Colaboradores

Flávia Oliveira

Flávia Oliveira

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É repórter. Anda com bloquinho de papel, caneta e máquina fotográfica na bolsa, para o caso de ver na rua alguma história boa de ser contada. Escreve em mesas de restaurantes vazios ou em qualquer outro lugar. Talvez bem aí, ao seu lado.

Igor de Melo

Igor de Melo

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É fotógrafo profissional desde 2008. Já passou pela fotografia de esportes, cobertura social, fotojornalismo, publicidade, documental e autoral. Continua em todas. É apaixonado por esportes de ação, tatuagens, retratos e pessoas. Crê que vai conseguir contar as histórias que quer, surfar na Indonésia e viajar com a esposa.

Cé da Silva

Cé da Silva

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É mestre em Comunicação (UFC), professor e coordenador do curso de Publicidade e Propaganda (UFC) e membro do Coletivo Fertinha, projeto que acontece mensalmente nas noites da Praia de Iracema. Observa tudo.

Michele Boroh

Michele Boroh

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Nasceu no Dia do Jornalista. Aos 9 criou o Jornal dos Amigos do Prédio, em folha de caderno e à base de canetinha. Agora, aos 32 e após 8 em TV, é coordenadora e editora de VÓS, com a mesma paixão da infância. É também cronista no Tribuna do Ceará e no Medium, viciada em livro, cavaquinista de churrasco e mãe de um Bull Terrier. Ariana, de sol e lua.

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