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Histórias

Fazer mãezice é coisa séria, inclusive na Internet

Por Rita Brito, Gabriel Gonçalves
12.mai
2017

Para celebrar o Dia das Mães, Vós te apresenta uma dessas novas mãezonas conectadas. Ananda Urias tem 124 mil seguidores no Instagram, onde escreve sobre dores e delícias que recheiam o universo materno.

O sotaque da pernambucana que escolheu o Ceará é marcante, mas está longe de ser o que mais impressiona em Ananda. Dona do Instagram @maezice e do blog maezice.com.br, a jovem de cabelo ruivo transpira amor pela família e é mãe em tempo integral da Lara, de 8 anos e da Alice, de 2.

Ananda é admirada em vários locais do país, tem textos famosos com mais de 10 mil compartilhamentos nas redes sociais e recebe mensagens de muitas mulheres pedindo conselhos. Mas, pra ela, muito além de glamour, o que importa é algo bem mais nobre: “A minha missão é ajudar outras mães”.

Quando engravidou, num susto, aos 20 anos, ela se sentiu perdida. Sem amigas para compartilhar seus dilemas, buscou ajuda na internet, mas só encontrou diários virtuais que não retratavam a maternidade de uma forma mais real.

Assim, a menina que depois se tornaria jornalista, passou a escrever sobre sua vida no mundo virtual e tomou gosto. Os temas eram e continuam sendo os mais variados: as dificuldades de ser mãe solteira, o desfralde e o dia a dia como mãe – com descobertas e alegrias. Mas, também, medo e culpa. (Sim… quem nunca se sentiu culpada?)

Em meio a um turbilhão de emoções, o mundo girou, (o universo conspirou?) e a Ananda redescobriu o amor em uma ida à igreja. E não é que o namoro foi abençoado mesmo? Tanto que terminou em casamento. A celebração foi em um domingo, com direito a chopp e DJ pra todo mundo. Mas o melhor ainda estava por vir: era a pequena dos olhos claros – que chegou para deixar a família completa e inspirar a Ananda a escrever ainda mais.

Por causa do trabalho do marido, a família se mudou para Fortaleza em 2015, quando Ananda estava grávida de Alice. Mesmo distante de parentes e amigos, ela estava mais madura e descobriu que Lara era a força que ela pensava que não tinha. E que que Alice havia chegado para adoçar a vida dela.

Mas essa história não termina por aqui. Apesar de feliz, Ananda ainda sentia que algo estava faltando, ela parecia incompleta. Afinal, veja: ela recebia vários pedidos de ajuda de mulheres por todo o país. Mas sempre aconselhava baseada na própria intuição. Foi aí que surgiu o desejo de ser psicóloga. Depois, ela acabou descobrindo o poder do coaching e ficou maravilhada. “Fez uma revolução na minha vida”, desabafa.

Com mais entendimento sobre si mesma e suas escolhas, agora Ananda olha pro futuro cheia de expectativas. Começou a trabalhar como coach de família e quer ajudar outras mulheres a viverem a maternidade com menos cobranças. Afinal, o mundo já cobra tanto, não é?

Outro projeto que deve sair ainda este ano é o lançamento de um livro, com crônicas e poesias. Alguns textos são clássicos do blog, outros, inéditos. “Ele é um filho”, confidencia.

É… e como dizem que em coração de mãe sempre cabe mais um, Ananda segue as dores e as delícias da maternidade e não se arrepende em nenhum segundo: “Eu teria um time de futebol, se pudesse”.

Ah, Ananda, ainda tem tempo: você ainda nem entrou na casa dos 30. E olha… seus leitores agradeceriam. Até porque, a essa altura, quem ainda não sabia, já descobriu: fazer mãezice é coisa séria. (E põe séria nisso).

Colaboradores

Rita Brito

Rita Brito

Ver Perfil

Rita Brito é jornalista e repórter de TV há 12 anos. Entusiasta das boas notícias, fã de histórias de superação. Acha e quer que o mundo tenha jeito, principalmente por causa da Lu, sua filhota e maior inspiração. Seus causos estão no @cheiroderua.

Gabriel Gonçalves

Gabriel Gonçalves

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É fotojornalista desde 2008, tendo passado pelos três maiores jornais de Fortaleza. Trabalha com cinema, tenta ser músico, e à noite é facilmente encontrado servindo cerveja em alguns vários bares da capital alencarina. Atualmente atua como freelancer e em parceria com coletivos de produção audiovisual, ONG's, e entidades de direitos humanos. Acredita que a fotografia é meio e fim para a revolução social.

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