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Histórias

Flux: um coletivo de jovens artesãs da joia

Por Leilane Freitas, Igor de Melo
01.nov
2018

“A essência do nosso coletivo é a naturalidade como as coisas foram acontecendo”

O encanto por criar e produzir jóias foi o que levou cada uma dessas quatro mulheres a se aventurar no mundo da joalheria contemporânea. Já a busca por experiências diferentes, individuais, foi o que as fez se conhecerem e compartilharem, entre elas, seus conhecimentos, dúvidas e questionamentos sobre o universo de metais e pedras preciosas, a paixão que elas têm em comum.

Bruna Bortolotti, Carolina Figueirêdo, Eliana Alcântara e Jamylle Weyne são joalheiras artesanais, cada uma com suas peculiaridades, inspirações e vivências. A ideia de montar um coletivo se desenhou praticamente sozinha. As amigas mantinham contato, principalmente, por mensagens online e ali compartilhavam os perrengues diários que viviam em seus ateliês. Por lá, as ideias e anseios também corriam soltos. Elas trocavam informações sobre a escassez de cursos e eventos na área de joalheria em Fortaleza e sempre se questionaram em como seria legal poder compartilhar os conhecimentos que tinham.

Carolina diz que “as conversas foram se aprofundando. Inicialmente no grupo só pedimos ajuda umas às outras sobre as dificuldades que a gente tinha no trabalho, mas com o tempo fomos ganhando intimidade. Os sonhos e vontades começam a aparecer. A gente pensava em como seria legal fazer cursos ou workshops sobre joalheria na cidade, não necessariamente pra gente dar aula, na verdade, a ideia sempre foi poder reunir outras pessoas que também compartilham dessa paixão. A gente vê tanta joalheira boa em Fortaleza e pensamos: vamos tentar juntar essa galera.”

Foi então que veio o convite para participarem da CASACOR Ceará 2018, e por lá as joalheiras expuseram suas peças pela primeira vez como o coletivo Flux Joalheria. Além das jóias, no espaço também era possível encontrar os materiais que usam no processo de produção dos seus trabalhos, uma vez que o principal objetivos delas é aproximar e apresentar ao público a joalheria artesanal.

Esse foi apenas o passo inicial para um grande sonho que reuniu Bruna, Carolina, Eliana e Jamylle. Elas planejam continuar promovendo e participando de eventos onde possam conversar sobre tudo o que envolva a arte de fazer jóias. Um dos encontros, que aconteceu durante o mês de exposição na 20ª CASACOR Ceará, foi sobre joalheria comportamental com Claudio Quinderé e Fiorella Castro.

Eliana Alcantara adianta que já existem alguns planos para novas intervenções da Flux pela cidade. “A nossa ideia não é ser só nós quatro, a ideia é reunir mais e mais pessoas que queiram e tenham curiosidade sobre a joalheria contemporânea. Ainda para esse ano tem eventos que a gente quer participar e tudo está caminhando para dar certo.”

Quem são os 4 elementos da Flux?

Bruna Bortolotti [Bortolotti]

Sua marca própria carrega o seu sobrenome Bortolotti. Ela é estudante de arquitetura e aprendeu o trabalho artesanal com o seu avô. “Senti a necessidade de poder executar coisas, porque durante a faculdade você fica muito no campo das ideias. E eu não via nenhuma reverberação daquilo na vida real. Resolvi dar um tempo no curso e fui trabalhar na casa do meu avô, que é um ourives e inventor autodidata de Redenção. A gente começou a trabalhar juntos e sempre tentando encontrar um ritmo de aprendizado. O processo de criação do meu avô era bem diferente. Eu desaprendi a projetar para começar a ter um processo de criação que fosse cada vez mais próximo da execução das coisas. É como se as ideias fossem direto para as mãos ao invés de passar por diversas etapas.”

Carolina Figueirêdo [Carola]

A joalheria Carola nasceu depois que Carolina foi morar em São Paulo. Apesar de sempre ter trabalhado no mundo corporativo, sempre teve interesse pela área de arte e criação. “Fui para São Paulo a trabalho e sempre fiz cursos na área de artesanato, sempre tive paixão pelo trabalho feito à mão. Por lá, decidi me dedicar ao que realmente gostava. Estudei e montei o ateliê num quarto da minha casa. Faço todo o processo de produção das peças, desde o desenho e produção do metal até o acabamento final.”

Eliana Alcântara [Eliana Alcântara Studio]

Cearense, mora em Barcelona, na Espanha, há 12 anos. “Comecei como design de joias lá. Mas esse impulso pela joalheria veio a partir de um presente da minha bisavó. Ela me deu um rubi bruto e desde então não tirei a ideia da minha cabeça e fui cada vez mais me apaixonando pelo universo da joalheria. Foi uma pedra bastante potente e hoje em dia é um dos relicários do meu ateliê. Apesar do meu ateliê ficar lá em Barcelona, sempre costumo vir a Fortaleza. Venho para expor em eventos com amigos ou marcas. Agora vou ficar vindo cada vez mais por causa da Flux.”

Jamylle Weyne [Opolo Design]

Pernambucana com família toda cearense, mora em Fortaleza há 3 anos. “Sou arquiteta também, fiz arquitetura primeiro. Mas tive um contato com esse mundo da joalheria e me apaixonei, quem tem a oportunidade de conhecer mais desse universo realmente se apaixona. Me apaixonei por todo o processo, não esqueci e depois tive a oportunidade de estudar joalheria na Espanha. Desde 2015 que tenho minha marca e produzo minhas peças em casa.”

Serviço

– Flux | Joalheria Contemporânea 

Site: fluxjoalheria.com

Instagram: @flux.joalheria

– Bortolotti

Site: bortolotti.art.br

Instagram: @bortolotti.art

Facebook /bortolottib 

– Carola

Site: caroladesign.iluria.com

Instagram: @carola.design

Facebook /carola.design

– Eliana Alcântara Studio

Site: elianalcantara.com/br/

Instagram: @eliana.alcantara.studio

Facebook /elianaalcantarajewellery

– Opolo Design

Site: shop.opolodesign.com/

Instagram: @opolodesign

Facebook /opolodesign

Colaboradores

Leilane Freitas

Leilane Freitas

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Já se aventurou pelo mundo do teatro e da dança. Escrevia no jornal da escola mas ainda não sabia que escolheria isso como profissão. Acredita no jornalismo como uma maneira de mostrar o lado positivo dos pequenos detalhes da vida. Decidiu escrever porque, aparentemente, falar sozinha não parece ser coisa de gente em sã consciência.

Igor de Melo

Igor de Melo

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É fotógrafo profissional desde 2008. Já passou pela fotografia de esportes, cobertura social, fotojornalismo, publicidade, documental e autoral. Continua em todas. É apaixonado por esportes de ação, tatuagens, retratos e pessoas. Crê que vai conseguir contar as histórias que quer, surfar na Indonésia e viajar com a esposa.

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