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Plural

A construção da igualdade pela cultura e microeconomia

Com Joaquim Cartaxo Por Marcela Benevides, Igor de Melo
28.set
2018

Arquiteto e urbanista e escritor, sempre teve veia para as artes plásticas, gostava de desenhar e criar histórias em quadrinhos. Devido às condições financeiras, não pôde cursar a faculdade de Belas Artes no sudeste do país, por isso, o caminho mais parecido e que também lhe agradava foi o da arquitetura.

Na área, se aprofundou no planejamento urbano e sobre como os bairros, em especial o Centro, movimenta a economia da cidade. Atualmente, Joaquim Cartaxo é superintendente do Sebrae e trabalha para promover o diálogo entre o setor público e o privado para que juntos consigam fortalecer o pequeno negócio.

Para Cartaxo, a cidade é um objeto essencialmente humano e que, por isso, ela se apresenta como diversa, polifônica e multicultural, com variadas formas de linguagem. Ele pontua que ela é também ancorada pela arquitetura e urbanismo, pois é por seu meio que histórias são contadas e as fundamentais atividades humanas, como a política, cultura e a economia, por exemplo, são abrigadas. “O Theatro José de Alencar é o exemplo disso, podemos ter uma relação tátil com o passado.”

No que tange o debate sobre desigualdade social, Cartaxo defende que não é “apenas uma questão de renda”, mas que está associado ao acesso e promoção da cultura por meio de objetivos estratégicos do poder público. “Se você tiver, por parte do poder público, incentivos que tornem a cidade menos desigual, mais equitativa do ponto de vista dos equipamentos culturais, por exemplo, porque a cultura mexe com a cabeça das pessoas e proporciona outra visão do mundo.”

Para ele, uma das formas de estimular a cultura nas sociedade é estimular a descentralização dos polos culturais. “Os equipamentos culturais estão praticamente em um lado da cidade. Você quase não vê esses equipamentos do lado oeste da cidade. Por exemplo, se um morador do Canindezinho desejar ir ao teatro, ele vai precisar se deslocar até o outro lado da cidade e isso dificulta o acesso.”

Outro ponto destacado pelo arquiteto é o incentivo do “comércio de vizinhança”, do micro e pequeno empreendedor. Ele explica que as micro e pequenas empresas pertencem a um setor da economia “muito importante”, primeiro do ponto de vista da quantidade, porque “mais de 90% das pessoas jurídicas da cidade de Fortaleza são de micro e pequenos empresários. E do ponto de vista das cidades, as micro e pequenas empresas são fundamentais. Todo bairro tem seu centro comercial ou sua rua do comércio, que são os armarinhos, a padaria, o chaveiro e são eles que abastecem de produtos e serviços o bairro. Então isso tem uma importância urbana enorme, porque ele fortalece o tecido urbano, gera empregos, fortalece o bairro e aproxima a moradia do trabalho.”

Cartaxo ainda complementa que esse incentivo “é um meio também de inclusão social e econômica, pois os pequenos negócios têm um papel intenso na economia brasileira.”

O arquiteto e urbanista estará no próximo domingo (30), na edição do Plural que acontece na 20ª CASACOR Ceará 2018, para conversar sobre como o incentivo a cultura e aos pequenos negócios pode construir uma cidade mais igualitária para todos.

Para conferir a programação completa, acesse as redes sociais de Vós e Plural. Para mais informações sobre a CASACOR Ceará 2018, confira as redes próprias do evento.

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Colaboradores

Marcela Benevides

Marcela Benevides

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Ler e escrever são as duas coisas que mais a definem. Gosta de contar histórias sobre pessoas e lugares que inspiram a felicidade e a percepção de que a vida vai além das bolhas em que vivemos, e é na cidade que encontra a sua inspiração. Acredita que o jornalismo é um dos meios para promover a união entre culturas. Importante destacar: tem o sol em leão.

Igor de Melo

Igor de Melo

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É fotógrafo profissional desde 2008. Já passou pela fotografia de esportes, cobertura social, fotojornalismo, publicidade, documental e autoral. Continua em todas. É apaixonado por esportes de ação, tatuagens, retratos e pessoas. Crê que vai conseguir contar as histórias que quer, surfar na Indonésia e viajar com a esposa.

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