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Histórias

Jegue Parêidi - a arte num universo todo nosso

Por Marcela Benevides, Igor de Melo
21.dez
2018

Pensando em integrar artistas e crianças e tendo como inspiração o movimento mundial de incentivo a cultura Cow Parede, você já deve ter visto umas vaquinhas coloridas espalhadas pela cidade com intervenção de vários artistas. O Sistema Jangadeiro lançou um projeto parente, mas com uma abordagem toda regional: o Jegue Parêidi. O evento de encontro e produção aconteceu na última sexta-feira (14) na instituição sem fins lucrativos Lar de Clara, em Caucaia.

O Lar é uma casa de assistência à família que atende em média 2 mil pessoas e completou 19 anos de existência neste mês. A proposta do Lar de Clara é tornar as famílias atendidas autônomas, e por isso realiza e incentiva projetos de profissionalização para os adultos e projetos de educação por meio do esporte e da tecnologia para as crianças.

No Jegue Parêidi, os artistas convidados puderam estimular a criatividade das crianças por meio da pintura dos mini jegues produzidos pelo escultor Alex Oliver. Cada um, dentro da sua área de criação, utilizou métodos para que as crianças pudesse externar nos desenhos os seus desejos e sonhos para o ano de 2019.

Para a supervisora da casa, Rebeca Lima, este foi um momento importante porque somou com os valores que o Lar tenta passar para as crianças e as famílias que são atendidas por eles. “Trabalhamos muito com a questão de equidade, uma visão do igual. Não estimulamos a ideia de que você ajudar alguém significa estar por cima. Então, quando vem um evento como esse para a instituição, vemos que essas crianças estão sendo incluídas e tendo acesso ao que outras crianças também têm. Então é de uma importância sem tamanho.”

A designer e ilustradora Meg Banhos compartilhou que durante o processo ela e os outros cinco artistas conversaram sobre como era importante, neste momento, expandir a visão das crianças para questões além do que elas estão acostumadas. “Fazer com que elas percebam que não existe só a educação formal, mas que elas podem ter contato com outros artistas que já funcionam no mercado, e mostrar que voar e ser o que elas quiserem é uma possibilidade. E por meio da arte a gente explora muito isso, abrimos a cabeça e deixamos eles livres.”

Para Meg, o evento foi “muito gratificante e divertido”, porque eles conseguiram ver os olhos das crianças brilhando. “Isso é o que paga todo o esforço e mais ainda porque nós podemos transmitir algo de valor para eles, porque para nós, artistas, essa interatividade é a expressão do que sabemos fazer.”

Colaboradores

Marcela Benevides

Marcela Benevides

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Ler e escrever são as duas coisas que mais a definem. Gosta de contar histórias sobre pessoas e lugares que inspiram a felicidade e a percepção de que a vida vai além das bolhas em que vivemos, e é na cidade que encontra a sua inspiração. Acredita que o jornalismo é um dos meios para promover a união entre culturas. Importante destacar: tem o sol em leão.

Igor de Melo

Igor de Melo

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É fotógrafo profissional desde 2008. Já passou pela fotografia de esportes, cobertura social, fotojornalismo, publicidade, documental e autoral. Continua em todas. É apaixonado por esportes de ação, tatuagens, retratos e pessoas. Crê que vai conseguir contar as histórias que quer, surfar na Indonésia e viajar com a esposa.

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