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O arraiá da mesa farta

Por Luiza Carolina Figueiredo, Igor de Melo
26.jun
2017

Junho é um mês historicamente importante para diversas culturas, referentes à chegada do verão no hemisfério norte, às colheitas e à religiosidade. É um mês de festa. Para os ocidentais cristãos, festa de São João que, no Brasil, é a segunda mais importante do país. No Nordeste, então, essa celebração chega a tomar proporções ainda maiores, afinal é pelo menos o junho inteiro em clima de arraiá.

E tem festejo de tudo o que é jeito. Uns são mais simples, outros mais pomposos. Grande ou pequeno, um São João tem que ter pelo menos bandeirinha, fogueira, forró, quadrilha e barraquinha de comidas típicas. Até porque festa junina celebra a boa colheita e a fartura!

Pensando naqueles que passam o ano todo esperando junho chegar pra encher a barriga com o melhor da comida típica, separamos alguns itens que podem (e devem) ser encontrados em qualquer arraiá. Confira e diga qual é o seu preferido!

Baião de dois

Tá certo que por aqui se come baião de dois o ano todo, afinal é um prato que é a cara do cearense. Mas, apesar de ter lugar cativo na mesa, é no pratinho, originalmente servido nas festividades juninas, o habitat ideal do nosso baião de dois que de dois só tem o nome pois, além do arroz e feijão, tem pelo menos cheiro verde, nata e queijo coalho. E, para o pratinho ficar robusto tem os acompanhamentos: espetinho, linguiça, vatapá, paçoca, carne do sol… Mas calma que a gente ainda vai falar de alguns deles.

Vatapá

Um dos carros chefes da mesa junina é o vatapá. É um prato cremoso de influência africana feito à base de pão amolecido. O mais tradicional nas festividades é o de camarão, mas também pode ser de peixe ou de frango. Um erro muito comum aos desavisados ou iniciantes nesse é na questão da temperatura: um vatapá quente, não quer dizer com muitos graus celsius, mas caprichado na pimenta.

Paçoca

Para grande parte do cearenses, uma refeição só está completa se tiver acompanhada de farofa ou, simplesmente, farinha. De todas as farofas, a paçoca é uma de grande destaque, pois ela é a perfeita combinação entre farinha de mandioca, cebola roxa e carne do sol.

Bolos e pé de moleque

Na mesa de São João, o que não falta é doce e muito bolo: de batata, de fubá, de macaxeira, de milho. O milho, na verdade, é um dos grandes protagonistas da festança, presente tanto cozido, como em várias receitas, a exemplo da canjica, mungunzá, pipoca, fubá, curau, pamonha e cuscuz.

Outro doce que parece tem cara de bolo mas não é, é o pé de moleque, feito de açúcar ou rapadura com amendoim torrado. Não se sabe bem ao certo a origem do nome; duas teorias são cogitadas: uma é de que o doce teria semelhança com a cor e calos dos pés dos moleques que corriam descalço pelas ruas de terra batida; a outra é de que quando as crianças chegavam nas cozinheiras pedindo doce, eram recebidas com um “pede, moleque!”

Cocada

E falando em doce, não podemos esquecer da cocada. Feita à base de coco, o doce é tradicional em várias regiões do mundo, mas aqui tem um gostinho especial. A tradicional leva só o coco e leite condensado, pode vir sequinha, com recheio, na quenga do coco, ser feita no forno… E tem quem faça até com sabores diferentes – maracujá, castanha, manga, goiaba, banana. Tem pra todos os gostos.

Colaboradores

Luiza Carolina Figueiredo

Luiza Carolina Figueiredo

Ver Perfil

Apesar de jornalista, sonha com ficção e, por isso, fica animada em ouvir os causos dos outros - quem sabe não tira inspiração para um futuro romance? Acredita que, se escrever de tudo um pouco, um dia vai conseguir a história que realmente quer. Leitora compulsiva, está sempre com um livro ou HQ nas mãos (ou na bolsa). É meio tímida, mas tem um bichinho tagarela dentro dela que, quando começa a falar, quase não para. E se a conversa for geek, então...

Igor de Melo

Igor de Melo

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É fotógrafo profissional desde 2008. Já passou pela fotografia de esportes, cobertura social, fotojornalismo, publicidade, documental e autoral. Continua em todas. É apaixonado por esportes de ação, tatuagens, retratos e pessoas. Crê que vai conseguir contar as histórias que quer, surfar na Indonésia e viajar com a esposa.

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