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Perfil

O espetáculo mais bonito da Edisca acontece nos bastidores com sua principal protagonista

Por Leilane Freitas, Igor de Melo
23.abr
2019

Nascida e criada em Fortaleza, no bairro Pan Americano, Dora Andrade viveu a infância cercada por toda a família. Viveu, como ela mesma diz, “em uma espécie de aldeia” onde todas as residências tinham um quintal em comum. Todas as casas pertenciam aos avós, pais, tios e primos. O avô, homem precavido, comprou um terreno bem grande já pensando em dividir com os filhos à medida que estes construíssem suas famílias.

Aquela que um dia seria a diretora da Edisca (Escola de Dança e Integração Social para Crianças e Adolescentes) começou a estudar balé clássico com Hugo Bianchi, um consagrado bailarino e coreógrafo cearense. Ali ela descobriu um grande amor pela dança e, apesar de gostar da modalidade que estudava, sentia que não se adequava. “A dança durante muito tempo me gerou muito conflito. Não tinha um biotipo adequado para clássico. Tinha busto grande, quadril largo, meio negra; já as pessoas adequadas eram quase umas ninfas, mulheres muito magras e esguias. Sentia que eu não me adequava. Primeiro começou com o físico, mas depois percebi que essa inadequação também estava na minha cabeça.”

Foi então que ela começou a ter contato com outros tipos de linguagens artísticas. Viajou, estudou jazz, sapateado, e acabou encontrando na dança contemporânea as narrativas motivadoras para dançar. Dora sentia que não fazia sentido levar para o público repertórios com histórias de princesas, ela queria falar de gente de verdade. “A arte precisa servir pra muito mais do que entretenimento para as pessoas. Queria trabalhar questões que em algum momento me gerava angústia, que eu achava que precisava compartilhar aquela temática com o espectador e encontrei isso na dança contemporânea.”

E desde 1991 a ex-bailarina está à frente da Edisca, escola que ela fundou e fez o possível e o impossível para manter em funcionamento até hoje. A instituição oferece aulas de balé para crianças e adolescentes de baixa renda. Além da dança, os alunos também têm acesso a aulas de apoio à escola formal, grupos de apoio psicológico e atenção à saúde.

Entre os melhores bailarinos cearenses, é bem possível que você descubra um ex-aluno da Edisca. É fácil encontrar artistas que construíram uma parcela das suas histórias no palco, corredores e salas de dança da escola. E é nesses resultados que Dora diz ter encontrado a quietude em “construir, através da educação pela arte, um caminho de desenvolvimento humano”. A incumbência de Dora é ajudar a formar pessoas para a vida.

Muitos alunos que passaram por lá vivenciaram cultura e arte, mas também aprenderam a amar leitura, o estudo e a entender o mundo além das diferenças sociais. Como esta que vos escreve. Meu maior orgulho é poder dizer que vivi dez maravilhosos anos nos corredores dessa escola. Dancei, interpretei e encontrei um mundo de possibilidades que não teria conhecido fora de lá. Hoje sou jornalista, mas posso dizer que já fui bailarina e atriz. E que felicidade! Tive acesso aos palcos e teatros desta cidade. Aprendi que não há lugar que eu não possa ir e não há sonho que eu não seja capaz de alcançar. Antes de bailarinos e de pessoas, a Edisca nos ensina a ter esperança e a enxergar o mundo além do que qualquer condição social insista em querer nos limitar.

Entrevista

Vós – Como começou sua história com a dança?

Dora – A dança durante muito tempo me gerou muito conflito. Comecei estudando clássico e, apesar de adorar, nunca tive um biotipo adequado. Eu tinha dificuldade com esses balés de repertório. As narrativas desses espetáculos não faziam sentido pra mim, sentia uma necessidade muito grande dançar e de estar dentro de espetáculos que falassem de gente de verdade, de mulheres de verdade, de coisas atuais, sem essa coisa fantasiosa de príncipes e coisas do tipo. Então comecei a estudar outras modalidades de dança como jazz e sapateado. Viajei, fiz cursos, tentei outras linguagens e finalmente acabei me encontrando na dança contemporânea. Pra mim foi uma grande descoberta porque primeiro eu vi que todos os corpos podem dançar bem e se expressar bem. Gostava muito dos temas também, foi onde comecei a ver os balés da Pina Bausch, que acredito que influenciou e vai influenciar muitas gerações de criadores e de bailarinos. Claro que os temas dela são muito ligados ao povo europeu, mas com uma densidade, dramaticidade e tensão que eu não via nos outros estilos de dança. Pra mim foi muito importante poder ter contato com a obra dela. Depois conheci outros criadores que faziam da dança o que eu imaginava que se devesse fazer. Utilizava essa linguagem para refletir e retratar conflitos, relações humanas e outras tantas questões fundamentais.

Vós – E como foi a criação da Edisca? Sempre foi pensada nesse formato de uma escola de dança e integração social?

Dora – A missão institucional da Edisca não é formar bailarinos. No entanto, e digo isso com muita tranquilidade, os melhores bailarinos da cidade, atualmente, vieram da Edisca. Hoje eu tenho bailarinos da Edisca dando aula nas mais importantes academias da cidade, dançando em musicais e ganhando prêmios. Tudo isso porque o trabalho que a gente faz de dança é bastante consequente, mas a criação dos programas, de como a escola ia operar, não foi uma coisa de sentar eu e uma equipe multidisciplinar e traçar um itinerário educativo. Não foi nada disso. Comecei dando aula de dança e só isso. Não tinha nem água pra servir pras crianças. Depois, observando constantemente as necessidades que essas crianças e suas famílias traziam, foi que a gente foi criando os programas.

Vós – Como você identificou essa necessidade de criar outros tipos de apoio aos alunos?

Dora – Lembro de um dia estar dando aula e um criança se sentiu mal, a acompanhei até o banheiro e ela só tinha farinha no estômago. Várias vezes presenciei elas passando mal, não só as crianças, mas mães, avós que as acompanhavam. Isso acontecia por um motivo óbvio, elas tinham fome. Então depois das aulas de dança, a primeira coisa que a gente implementou foi um programa de segurança alimentar que funciona até hoje. Todas as crianças que estão aqui têm duas refeições: um lanche quando chegam e um almoço de muito boa qualidade. O cardápio deles é pensado junto de uma nutricionista e uma pediatra. Pra maioria das pessoas que a Edisca atende, a refeição mais importante que eles têm ao longo do dia é feita aqui. Infelizmente pra alguns ainda é a única. Então nós temos que pensar em um prato que possa, minimamente, entregar para aquela criança o que ela precisa naquele dia de vitamina, proteínas e tudo mais. Também vimos a necessidade de colocar um programa de fortalecimento à escola formal, que também existe até hoje. Obviamente, ao longo dos anos, foi sendo aperfeiçoado e hoje está bastante qualificado. A gente começava a observar que as crianças não detinham o conhecimento da série que elas estavam e muitas vezes elas não tinham sequer o domínio dos códigos de escrita. Então esse projeto foi pensado não como algo que substituísse a escola, de forma alguma, mas como algo que pudesse apoiar. Não teria como trabalhar todas as disciplinas, então a gente trabalha com português, matemática e soma-se a isso uma biblioteca com inúmeros títulos de muito boa qualidade. Também tem as parcerias que eu fiz com escolas particulares da cidade. Hoje devo ter 50 a 60 alunos da Edisca que são bolsistas nas melhores escolas particulares da cidade. Foi a partir desse fortalecimento à escola formal que a gente alcançou uma coisa que eu ambicionava demais: ver esses meninos entrando na faculdade. Quando a gente começou a pensar nisso, nós aplicamos uma pesquisa interna. Na época, ninguém (pais, tios, avós, primos de segundo grau) tinha colocado os pés na universidade, e quanto mais pra trás você ia, menos escolaridade essas famílias tinham. Então ter podido contribuir para colocar esses meninos em universidades, vê-los se graduando, é incrível. Temos ex-alunos que hoje são formados em Direito, Sociologia, Administração e tudo isso me enche de orgulho. E isso é um impacto que é muito claro e é inter-geracional. Porque a educação faz muito bem àquela criança que acessou, que conseguiu terminar uma faculdade, terá oportunidade de ter um emprego melhor e com rendimento melhor. Mas vai ser muito bom pro filho dele também, porque é um valor que se expande. Depois desse programa de apoio à escola formal, nós criamos o programa de psicologia. Nós temos grupos de diversas faixas etárias e neles são discutidos temas que a gente considera relevante, como acesso a direitos, por exemplo. Se ver como um cidadão de direitos, saber que você pode e que ninguém precisa fazer por você. Também tem os temas que os alunos trazem para serem discutidos, como violência doméstica e empoderamento feminino. O principal intuito desses grupos é fazer com que esses jovens se percebam, tenham autonomia e que também possam compartilhar o que aprendem em suas famílias e comunidade.

Vós – E na sua própria vida, o que a Edisca conseguiu transformar?

Dora – De fato, onde a minha vida deu uma virada foi na criação da Edisca. Antes disso, eu tive escola e grupos de dança. Cheguei até a ganhar prêmios, inclusive internacionais, mas quando eu comecei a trabalhar a dança e a questão social, aí de fato eu tive sossego. Encontrei um canto onde a arte pra mim fez muito mais sentido.  A arte precisa servir pra muito mais do que entretenimento para as pessoas. Poder trabalhar questões que em algum momento me gerava angústia, que eu achava necessário compartilhar tal temática com o espectador, poder fazer um trabalho de educação, mas por uma vista meio sensível que era uma educação com a arte na centralidade do processo educativo e poder fazer isso com pessoas que de outra forma não teriam acesso. Atualmente existe uma série de projetos não governamentais e governamentais, é muito mais comum você ver as crianças da periferia podendo acessar as mais diversas linguagens artísticas, mas há 26 anos isso era inimaginável. A dança, especificamente, era uma linguagem muito burguesa, as pessoas que faziam eram de camada social média pra alta e os pobres estavam a anos luz de poder vivenciar tudo isso. Então foi toda essa quebra de paradigmas, de poder vivenciar a dança com pessoas muito humildes, poder ter nas linguagens artísticas um caminho de desenvolvimento humano, construir através da educação pela arte um caminho de desenvolvimento humano, poder levar para os espetáculos temas que eu considerava relevantes.

Vós – Foi por isso que você decidiu unir a arte e a educação social?

Dora – Acho que isso tem muito a ver com a minha mãe. A minha casa sempre viveu cheia de gente. Minha mãe era professora, ensinava história na UFC, mas também foi uma grande alfabetizadora, uma mulher que dedicou a vida à educação e a servir, sempre praticou muito a caridade. Então cresci numa casa que eu via isso o tempo inteiro. Na minha casa teve pescador que veio se curar de doença, gente do sertão, da serra. Todas as pessoas que tinham problemas e chegavam até nós, minha mãe abrigava e acolhia. No começo da minha adolescência, minha mãe foi diretora de um asilo e aos domingos eu costumava passar o dia lá para ajudar. Dava banho, cortava cabelo, sou PhD em tirar bicho de pé (risos). Acho que eu a via, acompanhava e sentia o prazer que é poder ajudar o próximo. Passei um ano fazendo parto de mulheres indigentes, fiz curso de parteira. Trabalhei nove anos em Sobral dando aula e lembro que em uma época de seca muito violenta, voltava de lá e era muito comum ver pessoas pedindo ajuda nas estradas, ficavam em volta de panos para proteger do sol, não tinham comida, não tinham água, nada. As pessoas passavam e jogavam alguma ajuda. Uma vez eu não aguentei, desci e fiquei uma semana com esse povo dentro de um assentamento. Vi esse pessoal comer lagarto, tostar cacto pra poder comer. Então, acho que essa coisa do social, de ter um olhar pra dor do outro, me incomodar e sentir que eu posso contribuir de alguma forma pra minimizar, sempre foi uma coisa constante. Então não foi difícil porque vivi isso a minha vida inteira. Cresceu a proporção porque eu deixei de fazer coisas pontuais e passei a fazer uma coisa constante com a criação da Edisca. Fazia o que eu podia com algumas dúzias de pessoas e hoje a Edisca atende mais de 400 alunos entre crianças e adolescentes. Consegui gerar continuidade e ampliei o mundo de pessoas que posso estar perto para contribuir.

Vós – Em algum momento você quis desistir do seu trabalho na Edisca, diante das dificuldades que apareceram?

Dora – Houve um momento no começo da Edisca, não era por uma ausência de vontade, mas sim por uma impossibilidade financeira total. Meu pai foi um homem que me deu muitas joias, empenhei todas elas pra conseguir manter a Edisca aberta e perdi porque eu não tinha dinheiro pra recuperar. Cheguei a vender um carro velho que eu tinha pra não ter que fechar as portas. O que você imaginar, eu fiz pra essa escola permanecer de portas abertas. Até que teve um dia que não tinha mais o que fazer, não enxergava mais pra onde ir, se enxergasse eu iria. Foi justamente aí que entrou o Instituto Ayrton Senna. Ali eu me vi prestes a jogar a toalha. A parceria com eles já tem mais de 20 anos e foi a primeira organização ligada à arte que o Instituto apoiou. Existe a Edisca antes e depois do Instituto. Eles investiram muito na gente, tanto na parte física, construindo nossa sede, como na formação da nossa equipe de educadores. Nós íamos constantemente pra São Paulo para construir o planejamento estratégico. A Edisca nasceu em 1991 e está justamente naquele grupo de organizações iniciais, foi quando o terceiro setor realmente começou a ser visto. Então nós não nascemos profissionalizadas, começamos de forma absolutamente informal e atuando muito mais por inspiração e intuição do que qualquer outra coisa. Quando eles apareceram na minha vida, eu tava pra desistir, não sabia mais o que fazer. A parceria com eles nos deu uma sobrevida imensa e estão com a gente até hoje.

Vós –  Como são pensados os espetáculos da escola?

Dora – O primeiro espetáculo da Edisca aberto ao público e que foi um sucesso de bilheteria e de público foi o Jangurussu. Era um balé que falava sobre a condição humana das famílias que viviam dentro do aterro sanitário. O mote partiu da minha convivência dentro do aterro, eu não sabia que tinha gente vivendo naquelas circunstâncias. No processo de construção do espetáculo, além de eu ter convivido ainda mais com eles pra poder pegar as nuances, estudar o gestual e as expressões deles, tudo isso também me possibilitou ver que essa questão de pessoas que habitam aterros sanitários é um problema planetário. Em todo lugar as pessoas não sabem direito o que fazer com seus detritos e tem gente que vive disso e é uma condição humana limítrofe. A partir disso nossos espetáculos têm, eminentemente, temas que eu considere importante. Sustentabilidade, ecologia, às vezes falando sobre o povo nordestino. No Religare, por exemplo, a coreografia dialoga muito com imagens. Tem referências de todos os lugares do mundo, das circunstâncias vulneráveis do ser humano, com pobreza, com degradação do meio-ambiente, mas também mostrar os caminhos que o ser humano encontrou de se conectar com o divino. Não é um espetáculo que fala absolutamente sobre religião, não é isso, apesar de ter várias representações religiosas. Mas fala eminentemente dessa possibilidade do humano se conectar com o que é divino e misterioso. É muito ligado a espiritualidade que eu acho que é muito importante

Vós – Atualmente, além da função de diretora da Edisca, você ainda participa do processo de criação dos espetáculos?

Dora – Todos os balés são assinados por mim. Assim… eu fui uma bailarina medíocre total. O mundo não perdeu nada em eu ter parado de dançar. Mas me sinto uma pessoa criativa, acho que sou uma boa coreógrafa. Claro que senti muita falta quando parei de dançar, mas não tive como conciliar. Então parei de dançar para poder me dedicar a Edisca e o que sobrou da dança pra mim foi poder coreografar os espetáculos. Me enche de ânimo poder participar da criação das coreografias. Eu saio um pouco, nem que seja algumas tardes por semana, dessa rotina burocrática de captação de recursos, implementação de negócios sociais e por aí vai. Não acredito que seja a coisa que eu sei fazer de melhor, no entanto, é necessário ser multidisciplinar. Mas me sobrou a possibilidade de poder trabalhar com a arte e poder coreografar que faz eu me sentir viva. Eu gosto do resultado também no final e é um dos poucos momentos que ainda tenho de estar mais perto dos educandos, porque no começo da Edisca eu dava aula o dia inteiro. Mas agora não tenho tanto tempo pra estar com ele, então, quando desço para coreografar, é o único espaço que posso ter um convívio mais próximo com eles.

Vós – Como você se sente sendo essa pessoa que faz a diferença na vida de tantas pessoas?

Dora – Primeiro, não é um trabalho apenas meu. Eu estive ali no meio, mas são muitas pessoas que fazem tudo isso acontecer. E isso aqui não é fácil, estou há 27 anos trabalhando nessa área social. É um exercício de resistência, precisa ter muita vontade e convicção. Tudo o que fiz para contribuir com essa obra encheu a minha vida de sentido. Não carrego muito peso e acho muito bom estar fazendo a minha parte, me alegra muito cada pequena vitória. Pra mim, vitória não é necessariamente quando vejo um dos nossos alunos entrando na faculdade. Pra mim é quando um deles era espancado em casa e deixa de ser, por exemplo. Ou quando o menino estava prestes a abandonar a escola e de repente ele decide continuar tentando, vai atrás e começa a se dar bem. Pra quem tá de fora pode até parecer coisas muito pequenas, mas é isso o que dá o grande resultado. E é isso! Me sinto bem. Não consigo me ver fazendo outra coisa, não gostaria.

Serviço

Edisca – Escola de Dança e Integração Social para Crianças e Adolescentes

Rua Desembargador Feliciano de Ataíde, 2309 – Água Fria – Fortaleza-CE

Site:  http://www.edisca.org.br/

Facebook: @ediscaong   

Instagram: @edisca

 

Colaboradores

Leilane Freitas

Leilane Freitas

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Já se aventurou pelo mundo do teatro e da dança. Escrevia no jornal da escola mas ainda não sabia que escolheria isso como profissão. Acredita no jornalismo como uma maneira de mostrar o lado positivo dos pequenos detalhes da vida. Decidiu escrever porque, aparentemente, falar sozinha não parece ser coisa de gente em sã consciência.

Igor de Melo

Igor de Melo

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É fotógrafo profissional desde 2008. Já passou pela fotografia de esportes, cobertura social, fotojornalismo, publicidade, documental e autoral. Continua em todas. É apaixonado por esportes de ação, tatuagens, retratos e pessoas. Crê que vai conseguir contar as histórias que quer, surfar na Indonésia e viajar com a esposa.

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