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[Arteiros] - Pedro Boca Rica e a criação de uma alma bonequeira

Por Thiago Gil
11.ago
2017

Uma tradição que vem da raiz de todo cearense, o mamulengo faz parte da história e dos sonhos de menino, do circo de rua, dos contos de praça e das histórias cantadas. E para falar desta arte temos que entrar na história de Pedro Boca Rica. Com os dentes de ouro, Pedro ganhou este nome e enriqueceu a cultura nordestina com sua criação de bonecos e sua maneira quase inocente de contar a cultura e de “cantar” a história do Ceará.

Pedro dos Santos Oliveira, natural de Ocara, no Ceará, nos deixou em março de 1991, mas só depois de cantar pra “subir”. Seus projetos tinham foco na criação de seus bonecos e na maneira de contar suas histórias, fazendo escola e somando inúmeras fontes artísticas: poesia, música, topada de boi, artesanato, escultura e bonecos.

Seu trabalho ultrapassou fronteiras, alcançando museus do Japão, EUA e França, além de uma admirável coleção exposta no Memorial da América Latina, em São Paulo. No Ceará, sua obra está no Museu da Emcetur e no Centro Dragão do Mar.

Seus bonecos tinham nome e alma, sua identidade era popular. Sua arte se aproximava do povo inspirada em entidades religiosas, circulando entre o profano e o sagrado, criando um laço eterno na memória do Ceará.

“O bonequeiro é o único que ressuscita os mortos através de seus bonecos”, BOCA RICA, Pedro.

Colaboradores

Thiago Gil

Thiago Gil

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Designer e publicitário, marido da Camila e pai do Miguel. Curte arte urbana, fotografia, exposições, vídeo, lambe-lambe e tudo que pode abrir a caixinha. Curador e sócio/fundador da Electric Circus Studio, uma galeria de arte que reúne exposições, palestras, oficinas, música, idéias e muito projeto aqui em Fortaleza.

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