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Plural

Saúde inclusiva é foco no último dia de Plural na 20ª CASACOR Ceará

Por Marcela Benevides, Ethi Arcanjo
23.out
2018

O quarto e último dia de Plural edição CASACOR Ceará 2018, foi realizado neste domingo, 21. O evento recebeu os convidados Dr. Cabeto, Padre Rino Bonvini e a estudante Júlia Pinto de 15 anos de idade.

A fala dos palestrantes foi voltada para os vários aspectos que envolvem a saúde humana e como a experiência deles têm buscado uma cidade menos desigual. Para os três, uma das formas de reduzir a desigualdade é buscar e fazer uma saúde humana mais inclusiva, que olhe para as diferenças com amor.

 

Padre Rino, também é médico psiquiatra e professor na Universidade Federal do Ceará (UFC). Há 22 anos mora e trabalha no Bom Jardim e lá fundou o Movimento de Saúde Mental Comunitária (MSMC). Ele destacou que a “liberdade estimula a criatividade” e que é “importante realizar a escuta recíproca”. Ele explicou também que o trabalho realizado pelo Movimento é de explorar em cada um a auto descoberta como caminho para melhorar a autoestima.

O segundo a falar foi Dr. Cabeto, que explicou como será o Primeiro Distrito de Inovação em Saúde da América Latina, localizado  no bairro Porangabussu, em Fortaleza. O médico pontuou que a qualidade de vida está diretamente associada à sensação de felicidade.

“Nós partimos do princípio que o conhecimento no sentido mais amplo, com ações sociais, o conhecimento da cultura local, da política econômica, modelagem da infraestrutura, economia e inovação geram um ciclo de desenvolvimento muito mais sadio do que o que estamos vivendo”. Ele ainda destacou que a “separação social, ausência de convivência e compartilhamento dos espaços proporciona o surgimento de doenças e sensação de infelicidade e por isso precisamos construir uma cidade mais humana”.

 

A estudante de 15 anos de idade Júlia Pinto foi diagnosticada há cerca de um ano com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e conversou com o público sobre o assunto. Durante a sua fala, Júlia pontuou que o “padrão é utópico” e destacou que “abraçar as diferenças é importante porque somos plural. E inferiorizar as pessoas é algo muito comum, mas está errado”.

Júlia conversou sobre como os lugares precisam ser mais inclusivos para pessoas com TEA e como é ter hiperfoco. “Quando eu conheço uma coisa nova, só quero saber sobre ela. Então eu pesquiso, pesquiso e pesquiso até saber sobre tudo e isso meio que desestimula meu interesse por outros assuntos, mas eu entendo que preciso ir à escola e aprender sobre outras coisas”.

Ela também destacou que admitir que “não sabe muito sobre uma deficiência” e tentar aprender já é um “grande e bom passo” para começar a ser mais inclusivo. Júlia finalizou dizendo que as escolas precisam alterar a forma como ensinam aos estudantes porque elas educam de acordo com um padrão, mas as pessoas são diferentes e necessitam de estímulos individuais. “Deve-se ensinar a aprender”, finalizou.

Colaboradores

Marcela Benevides

Marcela Benevides

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Ler e escrever são as duas coisas que mais a definem. Gosta de contar histórias sobre pessoas e lugares que inspiram a felicidade e a percepção de que a vida vai além das bolhas em que vivemos, e é na cidade que encontra a sua inspiração. Acredita que o jornalismo é um dos meios para promover a união entre culturas. Importante destacar: tem o sol em leão.

Ethi Arcanjo

Ethi Arcanjo

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Câmera na mão, pele riscada, mente inquieta. Herdou a disciplina do pai militar, mas gosta também da vida simples, de conversa besta e de andar descalça. Movida a endorfina, não tem tempo a perder. Vai lá e se joga. "É papo firme!"

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