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Eu leio, tu lês, ele não lê: um papo sobre leitura no Brasil e no Ceará

Com Goreth Albuquerque Por Vós, Igor de Melo
17.maio
2019

“Imagina todos esses podres num único objeto: eliminador de estresse, é capaz de eliminar o estresse numa fila de banco, num engarrafamento; ele também é passaporte que permite a entrada da gente não só em qualquer país mas em viagens espaciais e no tempo. Ao mesmo tempo esse objeto serve como um espelho, porque a gente se enxerga de forma diferente e, muitas vezes, coisas que a gente nem imagina sobre nós mesmo. É um objeto que nos ajuda a falar e ler melhor. E ele é tão mágico que até quando não está sendo usado ele serve como objeto de decoração, e fica lindo”.

Essa foi a homenagem da âncora Michele Boroh ao objeto-tema do último programa de Vós no rádio: o livro. Para conversar sobre esse objeto que por vezes é desprezado muitos e adorado por outros, Vós convidou a narradora de histórias, pesquisadora e  professora que está a frente de políticas públicas de incentivo à leitura no Ceará, Goreth Albuquerque.

Michele citou dados de pesquisa realizada no começo de 2019 que apontam que o Brasil “não é um país de  leitores” e que a principalmente justificativa dada pelos não-leitores é a “falta de tempo para ler”. Ao mesmo tempo, porém, outra pesquisa deste ano mostra que os brasileiros são o segundo povo que passa mais tempo na internet e em redes sociais no mundo. Quando questionada sobre a possível relação entre esses dados, Goreth pontuou que não é possível gostar do que não se conhece. “A forma como somos expostos geralmente ao livro é o espaço escolar e isso é apresentando a partir da história da literatura e da leitura, mas permite muito pouco esse encontro verdadeiro com o livro.”

Goreth também lembrou que a leitura pode ser despertada em diversos contextos e a família pode ser um desses modelos. “Cresci em uma casa espalhada de livros, eles eram acessíveis.  Eu via os meus pais lendo, então eu tinha modelo de leitores, o assunto livro era presente”. A convidada ainda ressaltou que apesar dos preços dos livros ainda serem altos no Brasil, existem projetos e outras formas de acesso gratuito ou a baixo custo aos livros.

Seguindo essa linha da conversa, o repórter Jonathan Silva deu dicas de projetos coletivos e individuais aqui em Fortaleza que incentivam hábito da leitura: a Livro Livre Ceará, criado por Annita Moura; as bibliotecas comunitárias do Barroso e do Curió; além do clube de leitura Bandileitores. Michele também destacou os clubes de leitura da Livraria Lamarca e os produtores de conteúdo do Youtube que falam sobre literatura fazendo resenhas e dando dicas de livros.

Outra iniciativa destacada no programa foi o projeto realizado pelo estudante de jornalismo Daniel França, um jornal comunitário impresso no Curió que, além de estimular a leitura entre os moradores, instiga a criação de outra identidade social do bairro. Durante o programa, Michele compartilhou as dicas de livros dos colaboradores do Sistema Jangadeiro e os ouvintes participaram enviando as suas dicas de leituras por WhatsApp.

Goreth também deu dicas de livros, filmes, espaços urbanos, séries e músicas como A Casa da escritora Natércia Campos, o Theatro José de Alencar, o longa O menino que descobriu o vento, dentre outras sugestões. A equipe Vós também deixou suas dicas literárias e todas as dicas podem ser vistas no destaque Bônus + do perfil @somosvosoficial no Instagram.

Toda quarta-feira, às 13 horas, o ouvinte tem encontro marcado com o Vós na Tribuna Bandnews FM 101,7. O programa é transmitido também com live pelo Facebook; com cobertura pelos stories do Instagram através do perfil @somosvosoficial, e também pode ser ouvido como podcast nas plataformas Spotify, Castbox, Google Podcast e Mixcloud.

 

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Vós é uma nova forma de ver o Ceará. Com olhos atentos, curiosos e prontos para se apaixonar. Vós é para quem quer falar. É uma plataforma de histórias sobre a rotina do estado, dos cearenses e de quem aqui escolheu viver.

Igor de Melo

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É fotógrafo profissional desde 2008. Já passou pela fotografia de esportes, cobertura social, fotojornalismo, publicidade, documental e autoral. Continua em todas. É apaixonado por esportes de ação, tatuagens, retratos e pessoas. Crê que vai conseguir contar as histórias que quer, surfar na Indonésia e viajar com a esposa.

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