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Feira Massa

João XXIII: Viver o próprio bairro pode ser Massa

Por Jonathan Silva, Flávia Bessa

Acredita em Vós

10.dez
2019

Forró, funk, pop e música erudita. Crianças, jovens, adultos e idosos. Acrescente empreendedorismo, economia criativa e cultura de bairro. Toda essa mistura descreve um pouco do gostinho que teve a edição da Feira Massa no bairro João XXlll. A agitada programação do evento começou na quinta-feira, dia 05, e seguiu até o sábado, dia 07. 

As cores do pôr do sol foram o pano de fundo para as atividades realizadas na Praça Governador César Cals. Ao longo dos três dias de feira, a criançada brincou e aprendeu durante as oficinas infantis que ensinaram de pintura ao slime. No palco principal a comunidade do bairro voltou no tempo com alguns clássicos da cultura pop, além do forró com o cantor Gui de Aço, que colocou os casais para dançar coladinho um bom pé de serra.

E foi ali, no meio da praça, que as mais diversas atrações musicais atraíram a atenção dos moradores. O Palco Clássicos uniu o erudito e o popular. Na quinta, a Orquestra Sinfônica da UECE e a Orquestra Popular do Nordeste iniciaram a união musical. O segundo dia de feira teve as apresentações da Banda de Música Juvenil D. Luíza Távora e do Grupo de Choro da UECE. No sábado, a música black foi destaque com a Atmosfera Black Style. Ao som da música pop, alunos da Rahynna Lacerda Studio de Dança apresentaram suas performances.

Luiz Cauã, de 16 anos, é rapper e explica o impacto positivo dessas movimentações culturais para o seu bairro. ‘’Além de ser necessário para a nossa comunidade, é também para a sociedade. Estar em contato com a cultura faz bem pra todo mundo. É muito inspirador estar aqui na feira, principalmente para alguém como eu, que faz arte.’’

Na pracinha o público também conferiu a feirinha gastronômica e de artesanato formada por expositores que são comerciantes no bairro. Vanessa Brandão é dona da ‘Raízes do Sertão’, loja que, além do artesanato, vende produtos naturais como óleos massageadores, esfoliantes e escalda-pés. O ideal de estar no evento, para ela, é conhecer outros artesãos. “Vejo um monte de rosto conhecido que a gente nem sabia que a pessoa tava trabalhando nesse ramo.”

A doceira Adryane Nóbrega enxergou na Feira Massa a chance de se mostrar e “sair do ‘lugar onde ninguém conhece’”. Dona da Adry Docearte, foi enfrentando um câncer de mama que ela descobriu que poderia fazer doces e criar seu próprio negócio.

As crianças também tiveram seus espaços de lazer e cultura, como na Tenda Ecofor, com jogos interativos de propostas ecológicas. Uma cabine com livros infantis se tornou ponto de encontro onde pais e filhos compartilharam histórias. Entre os pequenos, João Levi, de 10 anos, ficou satisfeito com a criação do globo de neve para decorar sua árvore no natal deste ano. Ele ainda realizou, por conta própria, uma oficina de dança com os amigos, mostrando todo o seu talento com dança e teatro no palco principal.

Quem passou pela Feira ainda teve a oportunidade de dar aquela checada na saúde, com a aferição de pressão realizada na Tenda Hapvida. Formação profissional e ações sociais foram o foco da Tenda Plural. Em parceria com o Sebrae, foram realizadas palestras sobre empreendedorismo local, marketing e gerenciamento para pequenos negócios. De quinta à sexta, todas as atividades propostas tinham como principal objetivo a ação e a prática, fazendo os empreendedores do João XXlll colocarem a mão na massa. 

André Cardoso, idealizador do projeto Robótica Sustentável, foi um dos convidados da tenda e reforça a importância da abordagem empreendedora com propósito. ‘’É fundamental mostrar para a comunidade como é possível fazer empreendedorismo com impacto. É mais fácil quando eles percebem através de painéis como esses do Plural, que além de empreender, você pode transformar o planeta.’’ 

Tá pensando que acabou? Nos próximos dias 12, 13 e 14 de dezembro, essa mistura chega na Areninha do Pirambu para uma nova edição da Feira mais massa da cidade.

Colaboradores

Jonathan Silva

Jonathan Silva

Ver Perfil

Garoto diferentão do Bom Jardim, entrou no Jornalismo com a intenção de escrever sobre música, uma paixão herdada da mãe. Hoje usa essa ferramenta para escrever sobre o cotidiano, a cidade, pessoas especiais, artes, fatos marcantes e a luta nossa de cada dia pela dignidade. Se não fosse jornalista, com certeza seria um astro insano do rock.

Flávia Bessa

Flávia Bessa

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Escolheu a Comunicação Social, pois acredita no comunicar mais acessível e representativo. Encontrou no jornalismo, o caminho para a (re)construção dessa nova forma de informar. Uma comediante em ascensão, provavelmente sempre terá uma piadinha pronta pra contar (e rir sozinha).

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